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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

SERVIÇOS DE SAÚDE ESPECIALIZADOS PARA MULHER VÍTIMA DE VIOLÊNCIA

SERVIÇOS DE SAÚDE ESPECIALIZADOS PARA MULHER VÍTIMA DE VIOLÊNCIA

1 - O QUE SÃO?

Esses serviços integram a rede de enfrentamento à violência contra a mulher, coordenada pelo governo federal.

São locais que contam com equipes formadas por médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos. São centros e hospitais capacitados para atender de graça os casos de violência doméstica, familiar e íntima contra as mulheres, além de qualquer caso de violência sexual contra elas.

Para as mulheres que sofreram violência sexual, oferecem contracepção de emergência (pílula do dia seguinte, para impedir gravidez), prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e o encaminhamento, em caso de gestação, a hospitais públicos que realizem o aborto.

No caso de violência sexual, qualquer hospital da rede do SUS tem a obrigação de oferecer atendimento imediato e gratuito às vítimas. Entretanto, o hospital do SUS mais perto da sua casa pode não estar preparado para isso. Portanto, recomendamos procurar preferencialmente um serviço de saúde especializado, listado no site da Secretaria de Políticas para Mulheres.

2 - COMO ENCONTRAR?

Você pode ligar para o número 180 (Central de Atendimento à Mulher) e perguntar; ou pode acessar o site da Secretaria de Políticas para Mulheres, conforme ensinamos abaixo.

Acesse: https://sistema3.planalto.gov.br/spmu/atendimento/atendimento_mulher.php

A seguir, no mapa do Brasil, clique no Estado onde você ou a vítima está. Selecione a primeira opção (em roxo): Serviços Especializados de Atendimento à Mulher.

Abaixo desta opção, vão se abrir itens escritos em verde. Clique no item Serviços de Saúde Especializados para o Atendimento dos Casos de Violência Contra a Mulher.

Pronto! Em uma segunda tela, será mostrada uma lista com todos os serviços de saúde especializados do Estado. Você verá o nome, a cidade, o endereço e o telefone de cada unidade. Basta procurar as unidades localizadas no Município desejado.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

VOCÊ TEM O PODER DE PARAR COM A VIOLÊNCIA QUE SOFRE



A violência doméstica se manifesta de diversas formas. O agressor pode ser fisicamente violente, poder haver crueldade emocional ou também agressão verbal. Já li estudos declarando que em 20% dos casamentos há alguma forma de violência doméstica por parte de um dos cônjuges. A boa notícia é que você pode parar com a violência!

O que é a violência doméstica? É uma pergunta que aparentemente é óbvia, entretanto, a pessoa que vive inserida em um meio violento, não tem esta percepção. Via de regra, quem sofre abuso e violência vai perdendo sua autoestima e segurança, o que faz com que não confie em seu próprio julgamento. Ela não sabe ou acha que aquilo que sofre não é violência, principalmente, quando falamos em agressão emocional ou verbal. A maioria das vítimas só enxergam a agressão após confirmação de um profissional. É como se fosse um peixe, ele vive dentro da água, mas nem imagina que existe um mundo fora dela!

A negação é um dos maiores problemas, pois faz com que a pessoa negue a situação,. Esta atitude gerando o que se pode chamar de um estado de “cegueira”, e pior, este estado é o que gera o empoderamento do seu agressor (a) e consequentemente, a vítima se anula cada vez mais.

A única forma de sair desta situação é fazer com que a vítima mude seu padrão de comportamento. Somente com seu empoderamento, ela sairá do seu agir, e por conseguinte assumirá sua responsabilidade deste círculo vicioso.

Portanto, a única forma de terminar com a violência é fazer com que a vítima reconheça que na verdade ela permite o agir de seu agressor e que ela no primeiro sinal de violência ela deveria ter “caído fora”.

Trago, agora um exemplo de uma cliente, que no primeiro sinal tomou a decisão certa! Ela mantinha um relacionamento com um agressor durante nove meses. No primeiro soco na cara, buscou e recebeu apoio, sendo orientada a “cair fora”. Mesmo sem dinheiro, sem carro, ela reagiu e disse quero sair daqui em segurança. E assim o fez! Ligou para uma pessoa de sua confiança e pediu apoio, portanto ela agiu e reagiu. A partir dai recebeu ajuda para seguir sua vida! Ela encontrou uma vida melhor um relacionamento melhor porque existe vida fora da água!

Sempre existe alguém para nos ajudar! Lembrando que para receber ajuda, precisamos pedir antes! Há necessidade de um agir da vítima, saindo assim do seu padrão de inércia e submissão !

Ela saiu do casamento com as roupas do corpo e com uma mala com poucos pertences! Ela me disse: “Quando me vi estava correndo em direção do nada. Mas mesmo o nada, era melhor do que o futuro que eu teria com ele. Não sei o que seria de mim se eu ficasse!” .

Se você está em um relacionamento violente e abusivo terás que fazer uma escolha. E, sim, você pode escolher:

1. Diga para seu parceiro quando este está sendo violento, diga o que estas sentido! Não existe sentimento errado!

2. Coloque limites firmes. Diga como quer ser tratado e defenda seu espaço.

3. Se houver espaço, procurem ajuda juntos e necessário enfrentar o problema.

4. Você pode achares que seu parceiro/cônjuge mereça uma segunda chance, que intenções dele/dela foi boa e que ele/ela não o machucará mais, porém é necessário quebrar o ciclo da violência! Talvez você tenha sucesso...

Outra opção é a de se conformar completamente e aceitar emocionalmente que algo tão incompreensível seja teu destino Mas te pergunto! Como podes aceitar que uma pessoa que diz que te ama te agrida física, verbal ou emocionalmente?

Somente você pode avaliar se vale a pena o esforço de estar ao lado desta pessoa! Há pouco momentos em que o agressor tem um “insight” e ele admite que agiu agressivamente, porém se ele não receber o comportamento de contrapartida que ele deseja sua raiva e vai aumentar mais e mais, estimulando assim seu comportamento violento.

Só quero que tenha consciência que se ficar a chance de continuar e nunca mais parar é bem grande! Sendo que neste caso não só o agressor tem problemas, você também os tem, já que o comportamento de um alimenta o do outro! Sendo que o agressor só saíra deste comportamento quando sua vítima reagir e alterar sua postura.


Caso opte por ficar! Sugiro o seguinte:

1. Quanto falar com o agressor sobre se comportamento dele seja específico e conte detalhes dos seus sentimentos e percepções!

2. Estabeleça limites diga seu entendimento e onde seu comportamento está sendo inadequado. Fale como queres ou não queres ser tratado(a).

3. Determine prazo, um tempo limite para que seu comportamento agressivo mude. Diga para ele ou ela que você espera que este busque um tratamento profissional, sendo que se não houver mudança você vai sair de casa, e terminar o relacionamento.

4. Via de regra os agressores argumentam e se justificam muito bem e usam de persuasão para enrolar a vítima. Preste atenção no COMPORTAMENTO DO AGRESSOR! Esteja sempre em alerta! Esteja atento(a) a qualquer movimento, não importa quão doce são suas palavras!

5. Por fim, se a violência e abuso não cessarem! Saia!!!!! Chega! Cuide de si! Ser bonzinho não te leva a lugar algum, você tem obrigação de se cuidar!

Para muitas pessoas um soco no nariz mais que o suficiente! Uma agressão é suficiente para um ajuste de realidade e a necessidade de um novo agir.

“Porque dar a oportunidade para seu agressor agir assim de novo? Se eu tivesse ficado eu teria me tornado responsável pela agressão.... eu não quis essa responsabilidade!....”


Caso precise de mais informações entre em contato pelo e-mail: martina.madche@gmail.com
Boa Sorte
Estas páginas são elaboradas para encontrares apoio para curar, superar e seguir em frente!
Caso precise entrar em contato: Martína Mädche
Advogada e Profissional de Ajuda.
Contato: martina.madche@gmail.com
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Para homens: em breve

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Violência Doméstica e Auto-Estima

Em muitos casos, a auto-estima baixa e a violência doméstica andam de mãos dadas. Ter ou estar com baixa auto-estima pode levar a uma série de desdobramentos, além de ser um problema sério para as mulheres (e homens) que são vítimas de violência doméstica.

Ao contrário do que muitos pensam a violência doméstica não é apenas violência física, também pode incluir o abuso sexual, abuso emocional, abuso financeiro e perseguição. Basicamente, o infrator que comete a violência tem a necessidade de manter o controle sobre suas vítimas.

A baixo auto-estima pode fazer com que a vítima permaneça em um relacionamento abusivo por mais tempo.

Observou-se que mulheres com auto estima mais elevada possuem mais facilidade e, portanto, mais poder para deixar um relacionamento onde há abuso. Mas a auto-estima sozinha não pode combater a violência doméstica. Constatou-se, também, que os infratores de violência doméstica tendem a se fixar em mulheres que têm baixa auto-estima, pois acreditam que a vítima vai querer e precisar deles, não importa o que eles façam.

Por causa da conexão entre a auto-estima e a violência doméstica, é fundamental ensinar as crianças sobre a auto-estima. De acordo com Overcoming.com.uk, um site que se concentra em questões de saúde mental, "as experiências cruciais que ajudam a formar as nossas crenças sobre nós mesmos, muitas vezes (mas nem sempre) ocorrem na nossa infância."

Por isso, é essencial que as crianças sejam introduzidas ao conceito de auto-estima em uma idade precoce. Devemos ensinar nossas crianças sobre seus sentimentos e se os seus sentimentos são saudáveis, além de ensinar a buscar maneiras positivas para se sentirem melhor com elas mesmas.


Em entrevistas com mulheres que sofreram de violência doméstica foi constatado que a maioria delas tem medo de sair por conta própria, elas não acreditam que são capazes de sobrevier sozinhas. Portanto, trata-se de uma questão de auto-estima, que é agravada pelo medo e pela dependência do agressor.


Já os infratores são muito conscientes disso, pois manipulam o medo em proveito próprio. Se um agressor sente que seu parceiro está se sentindo mais seguro, ele vai acender o charme para convencer a vítima de que ele realmente a ama, em seguida tira algo dela para mostrar a dependência e manter o controle e domínio.

O infrator pode manipular sua vítima seja através do poder financeiro, ou qualquer outro poder que encontre para manipular.

Uma vítima disse que o marido a manipula, por acreditar que tenha direito único e exclusivo sobre a casa onde moram. Ele diz para a vítima que ela é nada em relação a ele, isto faz com que ela se sinta vulnerável e com medo.

O infrator conhece a vítima e cria permanentemente algo impactante e significativo para manipulá-la e a mantém por mais tempo em seu domínio.

Mulheres que lidam com a violência doméstica precisam lembrar e serem lembradas de que não estão sozinhas. Amigos e familiares de vítimas devem fornecer lembretes que elas têm capacidade para saírem desta situação em busca de uma vida normal. Vítimas precisam de apoio para se sentem capacitados a viver uma vida livre de violência.

Lembre a vítima de que nunca é a escolha certa para ficar em um relacionamento onde o abuso predomina. A vítima de violência doméstica deve formar um plano de segurança e sair da situação na primeira oportunidade que puder. Não importa o quanto vulnerável o atacante a faça se sentir, todos merecem ser tratados com respeito e dignidade.

Espero que encontres ajuda para enfrentar estas questões.
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Caso precise de apoio entre em contato: Martína Mädche

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domingo, 2 de dezembro de 2012

Divórcio de um Narcisista

Sobreviver a um Narcisista...


Há alguns perfis de comportamento das pessoas na hora de se divorciar. Para alguns o divórcio pode trazer o efeito de aumentar ainda mais as partes ruins, pois em momentos de crise a máscara cai! Encontrei em um blog alemão algumas definições sobre o comportamento de um ex-cônjuge narcisista. Acho que isto pode ajudar algumas pessoas a entender melhor a sua história.

Primeiro vamos considerar algumas das características do narcisista:

  • Tem uma necessidade de admiração,
  • A necessidade de estar certo,
  • A necessidade de ser visto como o cara bom,
  • A necessidade de criticar quando você não atender a sua necessidade,
  • É carismático e bem-sucedido,
  • Não tem a capacidade de sentir remorso,
  • Não tem consciência,
  • Tem uma tremenda necessidade de controlá-lo e a situação,
  • Usa uma fachada de carinho e compreensão de manipular,
  • É emocionalmente indisponível,
  • Nada é sempre culpa sua,
  • Pende para o ressentimento,
  • Tem um senso grandioso de auto,
  • Sente incompreendido,
  • Não está interessado em resolver problemas conjugais, é o seu caminho ou a estrada,
  • Tem inveja do sucesso do outro,


No artigo dizia o seguinte que quando nos divorciamos de um narcisista “ele” rejeita completamente algumas de suas necessidades, ou todos os anos de dedicação e companheirismo mútuo que você tinha construído junto.

Ele demonstra um senso de equilíbrio e justiça durante um divórcio (mesmo através de uma traição) Para o narcisista, tudo se foi,.. nada será como foi com ele. O narcisista pode mina-lo com seus amigos, com seus filhos e roubar o seu dinheiro, tudo ao olhar sincero.

Como se proteger:


O narcisista tem dificuldade de aceitar que sua influência na sua vida acabou. Ele irá tentar permanecer no controle de sua influência sobre sua vida. Se você tem filhos com esta pessoa ele vai querer determinar a forma que as crianças são sustentadas, como as visitas irão ocorrer e todos os demais aspectos. Ele sempre sabe a melhor solução.
É necessário estar atento ao abuso emocional e financeiro, o narcisista e realiza a violência doméstica dependendo como você responde a ela. Se você mostrar ao narcisista qualquer simpatia, medo, fraqueza ou confusão o narcisista se alimenta e continua com seu ciclo de comportamento abusivo.

Quatro Táticas para lidar com o narcisista:


Examine o seu papel no conflito: Quanto mais saudável você está emocionalmente mais sucesso você terá em lidar com ele. Um narcisista é adepto de causar confusão. O Narcisista se realiza quando há um conflito em relação a alguma questão do divórcio e você começa a questionar se o problema é com você ou com ele. Isso é exatamente o que o narcisista quer de você; que fique confusa e questione a si mesmo.

Muitas vezes as pessoas me perguntam o que podem fazer para mudar o modo como alguém responde a ela. Se você está tentando fazer algo que vai fazer a diferença na maneira como ele/ela se comporta PARE VOCÊ NÃO PODE MUDAR O COMPORTAMENTO DOS OUTROS, mas você pode mudar a maneira como você responde ao seu comportamento.

Sua resposta a um narcisista deve ser medida. Você deve estar ciente de que ele / ela está tentando empurrar suas questões para cima de você. O melhor a fazer é perceber que as coisas que o narcisista faz ou diz não são sobre você, é sobre ele. O narcisista é a tentativa de se sentir melhor, fazendo você sentir medo, vergonha ou culpa.

O narcisista vai projetar seus próprios medos, vergonha e culpa em você, usando o judiciário ou outros meios para seu fim. Não retaliar ou desafiá-lo coloca a vergonha, medo e culpa de volta para eles.

Lidar com a realidade da situação.

O mundo do narcisista é feito de fantasia, nada é real, tudo é uma expressão de sua necessidade de ser alguém que não é. É imperativo que você veja o narcisista como ele realmente é, e não para quem você gostaria que ele fosse.
Independentemente de quão boa você quer ser quanto mais você trabalhar em trazer o bem para fora, mais narcisista vai explorar a sua bondade.
O narcisista quer que você duvide de seu próprio valor. A melhor defesa durante o divórcio, contra tal pessoa é valorizar a sua própria auto-estima e se recusar a entrar no jogo dele.

Esteja disposto a estabelecer limites firmes. 

O narcisista acredita que suas necessidades são mais importantes do que a suas. Eles acreditam que são mais inteligentes do que você sendo inaceitável que alguém discorde deles. Por esta razão, eles não têm uma compreensão de limites e respeito as necessidades dos outros.
Você não pode ensinar ou esperar ao narcisista respeitar a necessidade do outro. Você pode, porém se recusar a permitir que o narcisista cruze suas fronteiras e lhe cause stress. Você terá que controlar quais comportamentos você vai ou não vai permitir.
Não cometa o erro de acreditar que a tentativa de controlar os comportamentos do narcisista é a resposta para definir limites com ele. A maioria acredita que se proteger e estabelecer limites significa enfrentar e ser assertivo. Isso não funciona com o narcisista. Quanto mais você confrontar e fazer valer a sua posição mais você joga em seu jogo.
Talvez seja necessário determinar uma forma de comunicação, como por exemplo, que seja por e-mail, pois desta forma não irá manipula a comunicação. Comunique que você não irá responder a qualquer comunicação que a menospreza ou rejeite suas necessidades.
Se quiser parar o ciclo de abuso e desrespeito você deve ser firme. Lembre-se, você está tentando separar-se do narcisista.

Busque um sistema de suporte e compreensão. 

Durante o divórcio todos nós vamos para a família e amigos para pedir apoio e conselhos. Sua situação é única embora amigos e família possam duvidar de sua honestidade quando você retransmitir com o que você está lidando.
É essencial que você contrate um advogado para lhe proteger. Além disso, procure um terapeuta, que pode ajudá-lo a trabalhar através dos sentimentos que você terá durante o divórcio e depois. Um terapeuta pode ajudar a estabelecer limites e ficar com eles, um terapeuta pode ajudar a identificar o seu papel no conflito e pode ajudar você a entender o que é e não é "real".
Escolha bem a pessoa que lhe irá ajudar, pois esta irá exercer um papel fundamental na forma como você irá navegar durante o divórcio.

Espero que encontres ajuda para enfrentar estas questões. Estas páginas são escritas para encontrares o apoio para curar, superar e seguir em frente!
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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Como alguém pode identificar Agressão Verbal?




A agressão verbal é difícil de identificar e, lamentavelmente, é muito comum nos casamentos. Trata-se de um tipo de Violência Psicológica ou Agressão Emocional, às vezes tão ou mais prejudicial que a física.

Agressão Verbal é caracterizada por rejeição, depreciação, discriminação, humilhação, desrespeito e punições exageradas

Trata-se de uma agressão que não deixa marcas corporais visíveis, mas emocionalmente causa cicatrizes para toda a vida.
Nem todas as palavras que servem para machucar são "palavras feias". Um mestre no abuso verbal pode prejudicar a sua auto-estima e, ao mesmo tempo, parece se importar profundamente com você.

A pessoa faz com que se sinta inferior, dependente, de faz ainda que você se sinta culpado ou omisso. Trata-se de uma agressão emocional dissimulada. A mais virulenta atitude com esse objetivo é quando o agressor faz tudo corretamente, impecavelmente certinho, não com o propósito de ensinar, mas para mostrar ao outro o tamanho de sua incompetência. 

O agressor com esse perfil tem prazer quando o outro se sente inferiorizado, diminuído e incompetente. Normalmente é o tipo de agressão dissimulada pelo pai em relação aos filhos, quando esses não estão saindo exatamente do jeito idealizado ou do marido em relação às esposas.

Diferente do abuso físico, que é facilmente identificado, na agressão verbal não ficam marcas visíveis. O dano é interno, não há hematomas físicos ou cicatrizes, apenas um espírito ferido.

Abaixo estão alguns sinais comuns de abuso verbal:

Uso de palavras humilhantes ou pejorativas: 

Qualquer forma negativa de xingamento é inaceitável. Se você acha que está sendo humilhada, ou colocada para “baixo”, então é bem provável que seja. Existem palavras em que fica obvio que se trata de agressão. Depois, há aquelas que são mais sutis. Há tentativas veladas para depreciar um cônjuge. Os agressores verbais gostam de usar uma crítica construtiva para depois humilhar o outro. Muitas vezes a intenção dessas acusações é mobilizar emocionalmente o(a) outro(a), fazê-lo(a) sentir diminuído(a). Por exemplo, quando o cônjuge o critica para seu próprio bem. Ainda dentro desse tipo de violência estão os casos de depreciação da família, do trabalho do outro ou da aparência do(a) cônjuge.

Uso de palavras vexatórias: Críticas, sarcasmo, zombaria tudo isto humilha uma pessoa.
Usando de ameaças para intimidar: Leve toda ameaça a sério, mesmo se o seu cônjuge lhe falar que está só brincando, especialmente se você faz para mudar o comportamento ou se sentir acuado no relacionamento.
Culpar a Vítima: Se seu esposo sopra sua / seu superior e depois culpa por suas ações e comportamento. Se você fosse apenas perfeito que não iria perder o controle!
Quando seus sentimentos são ignorados: seu cônjuge se recusa a discutir as questões que os incomodam. Eles evitam a discussão de qualquer assunto, onde eles podem ter de assumir a responsabilidade por suas ações ou palavras.
Muitas vezes me pergunto por que me sinto tão mal: Você enterra seus sentimentos, “pisa em ovos” e trabalha duro para manter a paz que cada dia se torna uma tarefa emocional. Você se sente deprimido e não sabe mais se é louco ou não.
Manipulando suas ações: uso persistente e intenso de palavras ameaçadoras para levá-lo a fazer algo ou agir de uma maneira que você acha desconfortável. Esta forma de abuso verbal é comum no final de um casamento. Se o seu cônjuge não quer se separar ele irá dizer o que for preciso para jogar com suas emoções, para levá-lo a permanecer no casamento. 

Espero que encontres ajuda para enfrentar estas questões. Estas páginas são escritas para encontrares o apoio para curar, superar e seguir em frente!
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