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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Cansada de ser só - Confissões de uma mãe solteira

O trabalho árduo de ser pai/mãe sol


Este texto não é para ser um apanhado de lamentações, mas sim uma homenagem, uma exaltação a todos os pais/mães solteiras que estão por ai fazendo de tudo sozinhos e cansados até os ossos. 
Trabalhamos de sol a sol a baixo de plantões de 24hs por dia, muitos de nós sequer podem contar com o apoio do co-pai/mãe nem mesmo com seus deveres e obrigações. Tudo acaba caindo em nossos ombros. Não há tempo para ficar doente, ou cansado e não importa quão doente e cansado estamos ainda há trabalho a ser feito, a comida, os trabalhos de casa e o suporte aos filhos, nada fica parado em uma casa com crianças. Não há discussão sobre o futuro nem mesmo sobre o que fazer todas as lutas e batalhas são só nossas. Não existe aquela pessoa que nos escuta ou aquele ombro amigo, afinal em tempos modernos é proibido se queixar... Então evitamos reclamar sobre nossos enfrentamentos até porque esse é o nosso caminho. Fizemos essa escolha, seja optando por terminar um casamento ou então fizemos essa escolha desde o início, estamos conscientes do que levou a nossa jornada até aqui. 
Somos aqueles pais que vivem correndo sem fôlego, chegamos nas reuniões da escola correndo esbaforidos. Corremos para dar conta dos trabalhos escolares, alias correr é o que mais fazemos. Corremos entre uma reunião e outra para marcarmos presença em ambas as professoras de classe e por fim, pegamos nossas crianças que aguardavam em uma salinha para comemorar, mesmo que haja uma montanha de roupas para ser lavadas, a casa para ser limpa, muito mês e pouco dinheiro. Sentamos com nossos filhos e desfrutamos o prazer de sua companhia. Somos os pais cuja fome se completa quando nossos filhos comem. 
Somos os pais que apenas com um olhar ligeiro pelo livro de matemática ensinam o que é preciso. Aprendemos receitas mais econômicas e mesmo assim saudáveis, equilibramos o orçamento para que não falte o essencial. Para então capotar na cama a noite tão cansados que sequer conseguimos adormecer. No entanto, coma a ajuda de um bom café e uma vontade de ferro assumimos o compromisso de estar totalmente presente hoje e assim seguimos enfrentando nossos compromissos. Não somos apenas sobreviventes. Somos guerreiros. Somos abastecidos por um amor ferroz, muitos beijos antes de dormir, lindas risadas pela manha. Embora você esteja se sentido só, há muito de nós guerreiros de famílias mono parentais que mantém a fé e que não deixam a luz se apagar. Estamos cansados até os ossos e muitas vezes achamos que o peso do mundo irá os esmagar, mas isso não acontece. 
Me curvo para todos que conseguem conciliar tudo e ainda manter um sorriso no rosto. Me curvo ao pai que aprendeu a trançar o cabelo da filha e a mãe solteira que vai jogar bola e treinar seu filho. Me curvo para todos que nunca desistem, nunca mesmo. Você é todos os dias um super-heroi/heroina e uma das pessoas mais fortes desse mundo! Um dia, quando nossos filhos tiverem crescido e tiverem com sua vida encaminhadas, vamos olhar para trás e comemorar que conseguimos tudo. Por hora podemos estar em paz por sabermos que não só fizemos o nosso melhor, fizemos o necessário. Quando o outro saiu nós nos multiplicamos e fizemos por eles desde então. Então aqui está você, guerreiro cansado e maravilhoso que se abasteça para a vida apenas com amor! 
Parabéns à vocês!
Com amor 
Martína Mädche 

Texto original de , Lisa Vallejos 
adaptado por Martína Mädche, advogada
OAB/RS 60.281
Martína Mädche, sou fundadora do blog, sendo que este projeto busca inspirar e transformar as vidas de pessoas. Tenho familiaridade com as conversas internas que temos. Conheço pessoalmente o diálogo interno negativo que e se manifesta a vergonha em tudo: relacionamentos, comunicação, parentalidade, o caminhar da vida. Através de minhas experiências familiares e profissionais, procuro ajudar homens e mulheres a percorrerem o processo de libertar-se de suas lutas internas. Nesse blog encontrarão orientações, diversas práticas e treinamentos que visam dar apoio  em momentos de conflito e crise familiares. 
Caso precise entrar em contato: Martína Mädche
Advogada e Profissional de Ajuda.
Contato: martina.madche@gmail.com
Grupo de Apoio do face: Separei e Agora?
Comunidade: Martina.MädcheComunidade: Divórcio para Eles
Comunidade: Divórcio para Elas

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

A raiva do meu filho na separação! Como lidar com a raiva de todos?

Como administrar a raiva do ex sem ferir meus filhos?

Chegou a seguinte Pergunta: O que faço com a raiva dos meus filhos durante o divórcio? 
Martína Mädche

O divórcio pode manifestar a pior parte das pessoas! Um pai excepcional pode perder o foco e se desviar prejudicando seus filhos. Assim, como uma mãe pode demonstrar o seu pior lado. Todo este turbilhão tem reflexo no comportamento dos filhos. Em muitos casos as crianças ainda são usadas para atingirem o ex companheiro, seja induzindo nelas sentimentos de rejeição ou simplesmente, negando o outro a convivência com os filhos. Parece que algumas pessoas não conseguem divorciar-se de sua dor, dos sentimentos ruins que possuem em relação ao seu ex e no final acabam descontando nos filhos sua raiva e frustração. Assim, como em você a crianças sente a raiva e a tristeza que acabam dominando toda a família. Na separação os sentimentos ficam a flor da pele e todos acabam vivenciando momentos de insanidade.  

Responda:

É possível transformar a raiva em aceitação? Como lidar com a montanha russa dos seus sentimentos e de seus filhos sem os prejudicar ?

Martína MädchePrimeiramente, é importante que os pais administrem suas dores e seus sentimentos visando a cura de suas feridas Este passo é muito importante, inclusive para poderem se relacionar de forma saudável com os filhos e com futuros parceiros. É necessário observar seu agir, estabelecer metas e padronizar condutas para que a cura da família ocorra. Crianças precisam de estabilidade e coerência no agir, para isto as regras da casa devem ser claras, ainda mais, quando se está diante de uma criança irritada, triste e confusa. 

Aqui estão algumas diretrizes que adotei para lidar com a raiva das crianças:
  • Ame seu filho sendo compreensível, mesmo que suas palavras sejam doídas.
  • Mesmo que estejas sem chão, confuso, arrasado, demonstre seu amor e tenha consciência de seu papel de pai/mãe (guia)! 
  • Transmita segurança e compaixão, porque seu filho também sente a dor que estás sentido. Converse, converse muito e converse mais. Saiba sobre o que o seu filho está sentido, sobre como está na escola... enfim se interesse pela vida de seu filho.
  • Tenha paciência de repetir mil vezes uma ordemExpliquei o que não é adequado e o que você não tolera e porquê.
  • Se estiver longe do seu filho encontre um meio de comunicação. Mantenha uma conexão mesmo à distância.
  • Mostre interesse na vida dele, pergunte o que eles estão fazendo e como eles estão se sentindo. Não permita que sua nova vidaseja motivo para um distanciamento.
  • Se a raiva continuaresteja disposto buscar ajuda/terapia, inclusive com seu filhoMostre para seu filho que ele é importante e que o relacionamento com ele é sua prioridade.
  • Seja adulto as coisas que seu filho diz não são uma ofensa pessoal. Tenha em mente que a raivaque ele sente é proveniente do medo de perder um pai/mâe. E com certeza é reflexo do ambiente no qual está inserido.
  • Se o seu filho tiver perguntas esteja disposto a ouvir e a responder. Você precisa estar disposto a ver o mundo da perspectiva dele.
  • Peça ajuda de seus familiares e amigos. Converse com eles sobre como se relacionar nesta situação com seus filhos.
  • Vá curar sua dor! Você pode se sentir rejeitado e magoado, mas é importante que você fique forte por causa de seu filho.
  • Não coloque novas relações acima do relacionamento com seu filho. Mesmo se você conhecer alguémdeixe claro e transparente para todos que seus filhos são sua prioridade.
Um grupo de apoio para os pais  pode ser a chave para a sobrevivência de seu relacionamento com seu filho. Falar e compartilhar ideias com os pais que estão enfrentando os mesmos problemas gerará novas opções e maneiras de lidar. Não reprima seus sentimentos não se recuse a falar sobre eles.

Estas páginas são elaboradas para ajudar a curar, superar e seguir em frente!
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MEU EX É TÃO IMPORTANTE QUANTO EU PARA MEUS FILHOS

MEUS FILHOS PRECISAM DO MEU EX ASSIM COM EU PRECISO DOS MEUS FILHOS

Alguns anos atrás, eu me separei. E não foi só eu quem me separei, meus filhos se separaram do pai! Não houve um esforço para que tivessem duas casas. Os motivos no meu ponto de vista, inúmeras desculpas baseadas nas ignorâncias, incompetências e acomodações de ambos! Foram tempos difíceis. 

O preço que pagamos foi alto! Eu fiquei com duas crianças desempregadas e com uma rotina muito exaustiva que eu carrego até hoje. Coletamos inúmeros momentos traumáticos. Passamos a viver nossas vidas sem contar com o pai! 

Depois de muitas frustrações percebi um movimento da parte dele em buscar uma aproximação maior dos filhos, a fim de ouvi-los e conquistá-los, até mesmo porque aos poucos as crianças se distanciaram do pai, já que o vínculo foi enfraquecendo! Eles também não contavam mais com o pai assim como eu! 

Fato é que percebi que independente do comportamento do pai, meus filhos eles precisavam do pai deles! Independente de quão maravilhosa é uma mãe, as crianças sempre sofrem com a ausência de um pai!

Martína MädcheHoje na maioria dos casos de separação a mulher fica com os filhos. Em meus estudo constatei que 90% das guardas são unilaterais da mãe! Trata-se da reprodução do comportamento da sociedade, na qual a mulher ainda é vista como um ser romântico e idealizado. A maternidade está ainda associada a figura de MARIA, de uma mulher que sabe o que os filhos precisam e como cuidar dos filhos! Percebe-se que mesmo com movimentos sociais de libertação da mulher, há muito caminho a ser percorrido para se obter um equilíbrio entre os papéis! É senso comum ver o pai como coadjuvante! É este papel que ele tem também quando o casal se separa. Muitas vezes, o homem será um mero visitante, ou este acaba se afastando da família para seguir com sua vida!

Assim, o papel do pai separado (pai solteiro), no dia a dia, passa a ser de um pai parcial, um pai visitante, ou também, uma figura que presta apoio quando solicitado ou então de um pai ausente que foi forma uma outra família. 

Porém minha experiência de mãe solteira e convivente com um pai visitante eu clamo e peço aos homens para que mudem suas posturas! Homens sejam pró-ativos! Vocês precisam mudar esta concepção! Pais precisam entender que ninguém pode substituí-los. Filho precisa de pai presente.  E mães precisamos também deixarmos de ser machistas e achar que só nós sabemos cuidar dos nossos filhos! Vamos deixar os pais participarem mais! Filhos precisam desta convivência. 

Homens comecem a se adaptar, estudar, buscar informações, grupos de apoio enfim comecem a organizar suas vidas para conquistarem e terem um relacionamento mais próximo com seus filhos.

As crianças precisam de um pai presente em sua vida. Há lições que este pai precisa passar para seu filho! Sei que existem mães que realmente não querem ver seus filhos com o pai. Estas acabam usando os filhos como meio de vingança na separação, assim como muitos homens punem suas mulheres pela separação abandonando a família, deixando um imenso vazio tanto afetivo como material.

Na minha caminhada vejo muitos homens que não tem noção do que acontece quando saem de casa, largam os filhos com a mulher achando que cumprem sua obrigação pagando pensão e fazendo visitas. Muitas mulheres, acabam assumindo tudo, e passam a viver suas vidas sem contar com a participação do pai de seus filhos! Acabam silenciando, não falando mais sobre o que acontece e sobre o que ocorre com os filhos. O pai passa a ser um visitante, uma figura coadjuvante! 

Mas minha experiência diz crianças sentem faltam de um pai e elas esperam que exista um pai que as cuide e se importa independente de onde você esteja vivendo! 

Crianças que convivem com seus pais, que tem laços afetivos, constroem histórias. Elas tem certeza do seu amor. Elas sabem que o pai é e contínua sendo a figura que representa segurança e norte. A presença de um pai faz muita diferença na vida de uma criança é com ele que as crianças aprenderão a serem bem sucedidos e realizados. Você é importante para seus filhos, tanto quanto a mãe, e ninguém pode preencher o seu lugar! 


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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Como falar com as crianças sobre o divórcio

Martína Mädche

Como falar sobre a separação com seus filhos? Apesar de ser um momento tenso, esta também é uma oportunidade de dizer o quanto os ama, e o quanto estas preocupado com a família. Em princípio estas podem ser a diretrizes na hora de compartilhar a notícia.

Primeiramente, é importante dizer esta conversa só deve acontecer se estiver certo de que o divórcio ou a separação vai realmente acontecer. A seguir coloquei alguns tópicos que considero importantes na hora da reunião.

1) Primeiro converse com seu ex antes de contar para as crianças
Para o bem de seus filhos, é necessário colocar toda a mágoa e raiva de lado, só assim, poderão em conjunto falar sobre os detalhes que precisam ser contados para as crianças. Caso a comunicação entre vocês esteja muito complicada, sugiro buscar apoio de um mediador, coach ou conselheiro, ou simplesmente, convide alguém de confiança para ajudá-los.

2) Se possível, façam esta conversa em conjunto

Isto é importante para as crianças, sentirem e verem que os pais trabalharão em conjunto para o benefício dos filhos. Se os filhos possuem a mesma faixa de idade é interessante que sejam comunicados em conjunto. É importante que cada criança ouça esta notícia diretamente da mãe e do pai; não do irmão que ouviu primeiro. Se seus filhos possuem idades diferentes, seria interessante compartilhar a informação em um encontro inicial, e, posteriormente, se houver necessidade continue a conversa com os filhos mais velhos .

3) Busque se manter a calma e evite culpados

A maneira com esta notícia é levada para as crianças afetará o grau de ansiedade delas. A partir desta comunicação que formaram uma imagem positiva ou negativa do cenário. Evite deixá-los inseguros.

4) que explicação dar?

Claro que não é necessário dar explicações sobre o que está acontecendo em detalhes, mas é interessante dar uma explicação geral, sem dar informações de caráter muito pessoal.

5) Busque explicar como pretendem viver a partir de então.

Como será o senário daqui para frente. O que esperam do futuro! Onde vão morar, o que será necessário fazer e decidir. Explique o que os espera. Sendo que ambos, pai e mãe, continuarão amando eles. Garanta que terão um relacionamento de qualidade com ambos os filhos precisam de ambos inteiros e disponíveis!

6) Reforçando o amor incondicional

Seus filhos precisam saber que o divórcio não é culpa deles. Além disso, reforcem que ambos os pais coletiva e individualmente amarão eles sempre. Evite fazer promessas. Em vez disso, mostre e diga o que fará para manterem o vínculo de amor e carinho. As crianças precisar ter a segurança. Eles não podem nem devem perder um pai ou uma mãe.

7) Seja compreensível com a reação das crianças

Talvez a separação era previsível para as crianças, talvez não. Seja lá como for o impacto é grande, pois mudará e muito a vida delas também. Eles também, terão que articular seus sentimentos, de raiva, tristeza e frustração, sendo que cada crianças reagirá de alguma forma.

8) Esteja disponível para responder a todas as perguntas!

Muito provavelmente, as crianças terão muitas perguntas. Seja honesto e claro nas respostas. Se não souber a resposta a uma pergunta, diga-lhes isso. Haverão muitas oportunidade para responder a todos os questionamentos e diminuir preocupações.

9) Dê-lhes um tempo para eles se adaptarem com a notícia 

É uma grande mudança! Faça um esforço para estar presente quando houver necessidade, demonstre que será uma presença constante na vida deles.

Estas são algumas sugestões na hora de conversar com as crianças. Toda separação traz dor, ninguém é poupado! É necessário ter muita paciência com todos. É interessante trabalhar as mágoas, frustrações e desavenças em terapia. Todos com certeza precisarão.

É necessário deixar as crianças terem acesso a ambos os pais! Não use seus filhos contra seu ex cônjuge isto é um crime contra a infância! Mãe e pai, ambos são necessário para a formação saudável do ser humano! Busquem orientação para negociarem um acordo de convivência igualitário onde ambos possam participar da rotina dos filhos!

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