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sábado, 10 de junho de 2017

Como ficar bem sozinha

Como ficar bem sozinho
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em pé, atividades ao ar livre e natureza
Estar solteiro ou sozinho são palavras que evocam sensações diferentes.

Por um lado, evocamos sentimentos de liberdade, aventura, exploração interna, escolhas para nossas vidas e passar o tempo fazendo o que quer que seja, isso torna nossas almas felizes.
Por outro lado, pode evocar sentimentos de isolamento, solidão, medo e insegurança, e de repente podem conjurar um forte sentimento de ausência - de algo que falta em nossas vidas.
Para mim, as palavras "solteira" e "sozinha" costumam conjurar sentimentos de liberdade, escolha e aventura. Na maioria das vezes, sinto-me à vontade com a minha vida. Aprecio profundamente isso, e busco viver de forma harmoniosa e feliz com meus filhos.
Estou tentando criar seres humanos gentis e felizes, e sei que para fazer isso eu preciso ser uma.
Quando a solidão bate na porta, ela surge de repente. Vem uivando pelo ar gelado e rouba minha respiração e me lembra que estou vivendo e morrendo de fome por carinho.
Em momentos como estes, quando nos sentimos intensamente sozinhos, é difícil não pensar em tudo o que foi. É difícil não se perder em relacionamentos antigos ou em pessoas que um dia amamos, e que por alguma razão não nos escolheram. É difícil não ansiar por essas pessoas - ou, com mais precisão, desejar a maneira como nos sentimos e como imaginamos um futuro com eles.
O que mais sinto falta, às vezes, é a de ter a presença de alguém, ou a sensação de poder encostar a minha cabeça em seu ombro. Sinto falta de beijos recíprocos no quais há uma troca de calor por igual - o tipo que pode te levar a qualquer lugar ou a lugar algum, mas que nos faz parar no tempo.
Quando a solidão bate, às vezes eu receio que meus dias sejam medidos pelo número de semanas que se passaram sem beijar, o número de meses em que não estou sendo acolhida e amada e quanto tempo se passou entre os toques mais casuais.
Algumas manhãs, a falta me agarra pela garganta antes mesmo de estar completamente acordada. Sento-me para observar as paredes frias desta prisão e anseio por mais do que isso.
A solidão é muito mais profunda do que apenas a ausência de carinho físico. Às vezes, quando se aproxima de nós, também está cheias de anseio por conexão, por conversa, por algum tipo de garantia de que alguém nos veja. É uma emoção difícil de curar sozinha, e alguns tipos de solidão são tão profundos e duram tanto tempo que são difíceis de curar.
Quando sentimos a mais profunda solidão - quando estar sozinho lembra mais prisão do que liberdade - aqui estão algumas maneiras que costumo usar para me ajudar a redefinir, ou, pelo menos, enfrentar a tempestade:

1. Reconheça seus sentimentos.

Passamos muito tempo negando a nossa solidão, admitir que a sentimos nos torna fraco e vulneráveis. A solidão é tão válida como uma emoção humana como qualquer outra, e, claro, vamos nos sentir sozinhos quando estamos, de fato, sozinhos.
Precisamos parar esconder esse sentimento dentro da culpa e da vergonha e deixar que seja uma emoção como muitas outras que experimentaremos.

2. Use este tempo solitário para se cuidar.

Às vezes, descuido da minha alimentação por me sentir solitária, o que muitas vezes contribui para eu me sentir ainda mais cansada e desabar. Precisamos comer alimentos nutritivos, descansar tanto quanto pudermos e, em geral, cuidar melhor de nós mesmos quando estamos nos sentindo sozinhos. Todos me conhecem por tomar banhos longos, por fazer refeições rápidas e simples, porém nutritivas, por assistir filmes e ler bons livros muitas vezes acompanhados por um copo de vinho quando me sinto solitária.
Em vez de me concentrar em apenas uma área de autocuidado, crio vários rituais de como eu posso para me dar algum conforto emocional. As vezes apenas passar um creme não mãos me faz lembrar do meu próprio valor.

3. Encontre uma saída para aliviar o sofrimento.

Eu sei o que deves estar pensando: companheirismo e sexo fazem parte dessa lista. Mas, na ausência desses pontos podemos encontrar outras maneiras de nos expressar e depositar essa energia. Eu amo caminhar e andar de bicicleta. Isso me surpreendeu porque no início foi uma tortura quando comecei. Eu só queria perder alguns quilos, e em vez disso eu descobri a alegria.
Também levanto pratico yoga, medito e muitas vezes desenho ou escrevo, e, também quando posso saio para passear na natureza.
Se você não é uma pessoa que curte o ar livre ou sugiro mesmo a expressão artística é uma saída fantástica. Desenho, colorir, pintar, escrever, criar, não importa faça o que for necessário.
Vá buscar uma maneira de expressar sua criatividade e sua força vital de alguma forma. É terapêutico expressar essa energia.


4. Forneça uma perspectiva.

Quando estamos solitários, é fácil querer entrar em contato com um ex ou voltar para uma estrada que sabemos que não é saudável para nós, porém precisamos parar. A verdade é que nada está impedindo ninguém de estar conosco.
Seu Ex não volta porque não quer voltar - ou muitas vezes se ele quer voltar, é de uma maneira inconsistente que não inspira uma ação real. Fato é que se a pessoa que você deseja quisesse estar com você, ela estaria sem desculpas ou motivos, então não se iluda.
Precisamos ser realistas e estar no momento presente e criar um futuro com os fatos que temos - não tentar reescrever o nosso passado ou criar um delírio imaginário apenas porque estamos tristes ou solitários.
Ganhar perspectiva também significa lembrar os aspectos positivos da nossa vida só. Existem liberdades inerentes a serem solteiras, e isso pode nos trazer muitos prazeres nos quais podemos derramar nossas energias para criar o tipo de vida que queremos.

Podemos acompanhar nossos sonhos e moldar nossos dias. Podemos decidir como gastaremos o tempo livre que temos, e podemos realmente nos concentrar em quem somos e o que queremos. Um relacionamento pode nos distrair de tudo isso, particularmente os menos saudáveis. Ser solteiro é muitas vezes um presente, mas nós apenas focamos que desejamos ter alguém.
A solidão é uma dessas emoções que vão se espalhar e fluir. Eu acho estranho a frequência com que me sinto satisfeita com minha vida de solteira, mas, de repente, sou atropelada pela solidão. Existem momentos em que me sinto profundamente infeliz, mas não fico chocada ou descontente com esse sentimento, já que sei que a maioria das vezes estou feliz, e, principalmente, também sei que a tristeza, a frustração e a solidão são ocasionais.
Tenho que me lembrar que a solidão é tão temporária quanto qualquer outra emoção, e que preciso aprender a permitir que ela venha e volte com o menor julgamento sendo que preciso vigiar para que eu não a substitua por me sentir com fome ou cansada ou irritada.
Quando deixamos de julgar nossa própria solidão, podemos começar a senti-la. Então podemos aprender a cuidar de nós mesmos através disso, sabendo que um dia quem sabe ela vai desaparecer novamente e que iremos ficar bem. Podemos nos expressar e ganhar perspectivas e aceitar que está tudo bem em se sentir assim.
Não somos inferiores a ninguém. Não é sinal de fraqueza. Nem de vitimização. É apenas mais um aspecto que nos torna humanos.


por Martína Mädche, sou escritora do blog, sendo que este projeto busca inspirar e transformar as vidas de pessoas. Tenho familiaridade com as conversas internas que temos. Conheço pessoalmente o diálogo interno negativo que e se manifesta a vergonha em tudo: relacionamentos, comunicação, parentalidade, o caminhar da vida. Através de minhas experiências familiares e profissionais, procuro ajudar homens e mulheres a percorrerem o processo de libertar-se de suas lutas internas. Nesse blog encontrarão orientações, diversas práticas e treinamentos que visam dar apoio  em momentos de conflito e crise familiares. 

Caso precise entrar em contato: Martína Mädche
Advogada e Profissional de Ajuda.
Contato: martina.madche@gmail.com
Grupo de Apoio do face: Separei e Agora?
Comunidade: Martina.Mädche
Comunidade: Divórcio para Eles
Comunidade: Divórcio para Elas

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Recuperação em Relacionamentos abusivos

Quero sair desta e reconstruir minha vida! Como seguir em frente e iniciar a cura de um relacionamento abusivo!

Ser monitorado, isolado, perseguido e abusado deixa muitas marcas, para superar, sendo necessário um longo tempo para encontrar e curar todas as feridas. Abaixo estão sugestões de pessoas que deixaram uma relação abusiva. As pessoas que ainda sofrem com um relação abusiva devem procurar ajuda de grupos de apoio de violência doméstica, advogado, mesmo que não haja violência física. Um profissional adequado pode orientar a vítima em como se concentrar e recuperar, tornando a ruptura mais segura.
REASSUMIR O PODER PESSOAL. Uma característica da pessoa abusada é perder o poder de agir. Por exemplo, o ex não queria que ela saísse sozinha, após a separação, cada vez que ela amarava seus sapatos e saía seu corpo voltava a sentir uma sensação de libertação. Então é necessário volta a se auto-validar, diga sim pra você!
EM BUSCA DO AMOR PRÓPRIO. Seja gentil com seu corpo, procure uma atividade física, procure coisas que goste, alimente-se bem. Faça do seu corpo físico e mental um templo de adoração. Uma característica da vítima de relação abusiva é a autoagressão, autoflagelo. Vá em busca do seu amor-próprio.
CONECTE-SE COM PESSOAS. Conecte-se com pessoas que te apoiam. Via de regra uma das estratégias do abusador é a de desconectar a vítima de pessoas que lhe dão apoio. Agora é a hora de reconectar, vá em busca do seu círculo social para recuperar o apoio. Um exemplo típico ocorreu foi o marido de Maria; Ele dificultava suas visitas à casa de seus pais e todas vez que ela telefonava para amigos queixava-se, com o tempo, ela acabou se afastando, seus amigos passaram a ser virtuais. Isto foi abalando sua autoestima e aumentou seu isolamento e solidão. Depois de sua separação, Maria descobriu que seus amigos sentiam sua falta e que estavam ansiosos para revê-la. Psicoterapeutas e profissionais de ajuda também oferecendo um apoio importante para os sobreviventes.
VERBALIZE E COMPARTILHE SUA EXPERIÊNCIA: Sua vivência pode ser uma forma poderosa de cura. Alguns sobreviventes começam a escrever um diário, pois ali podem ser honestos consigo. Em seguida, falam com pessoas de sua confiança, peça ajuda. Contar sua história ajuda a lidar com seus sentimentos além de poder ter efeitos práticos positivos. Por exemplo, quando Carla explicou a situação que vivia, seu chefe apoiou na empresa, sendo mais firme ao negar acesso do seu ex ao local de trabalho.
ORGANIZE SEU ESPAÇO E MENTE; Organize sua vida, isto vai ajudar a se sentir menos sobrecarregada. Após a separação, Catrina mudou-se com seus filhos. Todas as coisas estavam em sacos de plástico. Então ela se desesperou, percebeu que fazia muito tempo que não se sentia "normal" . Ao organizar suas coisas e objetos no quarto que sua amiga sentiu-se mais resolvida. Sentiu que seus filhos respondiam positivamente a um espaço de vida mais organizado. A rotina foi essencial para ajudar a organizar a sua vida, financeira e emocional.
SEJA CRIATIVO – Dance, desenhe, cultive seu jardim, cante.... Muitas vítimas conseguem administrar melhor as agressões sofridas quando se ocupam com criatividade. Liberar seu lado criativo pode ser um passo para o caminho da recuperação. Quando seu relacionamento abusivo terminou, Chris começou a desenhar caricaturas e depois repintar seu apartamento com cores vibrantes. Ela adorou a escolha da pintura, pois a cada pincelada cobria suas memórias e recuperava seu espaço com um outro olhar.
SUAS MEMÓRIAS. Algumas vítimas fazem uma lista das vivências. A lista ajuda a apreciar e lembrar o que eles passaram, assim percebem sua própria força. Esta lista deve servir para olhar para o passado com orgulho e coragem, servido de bagagem para uma vida plena e livre. Luiz mantinha uma lista em seu computador. Depois de alguns meses ele imprimiu sua lista e começou a contemplar quanto ele tinha sido submisso ao controle de seu parceiro. Ao revisar sua lista fortificava sua gratidão por estar livre, além de sua determinação em nunca mais se permitir em voltar para um relacionamento abusivo novamente.
VOCÊ. A vítima precisa aprender a se colocar no centro de sua vida. Depois de estruturar o seu tempo em torno de um abusador, pode ser difícil para a vítima lembrar suas próprias opiniões e desejos. Abusadores convencem suas vítimas que suas opiniões são estúpidos e erradas, levando as vítimas a mudar a maneira como elas enxergam a si e o mundo. Os sobreviventes muitas vezes ao ouvir reiteradamente a voz da crítica do abusador perdem completamente a sua perspectiva, é importante aprender a substituir a voz. Quando Maria finalmente se separou, se sentiu perdida, sem rumo. No início, se sentiu como se ela não era ela e não conseguia se lembrar de como ela era. Ela não lembrava como vivia sem as exigências constantes do seu noivo . Como era viver sem a sua presença. Com o tempo, redescobriu suas próprias opiniões e começou a voltar a envolver com seus hobbies e com coisas que amava fazer. Começou a aproveitar o tempo consigo com os amigos e familiares, sem ter que verificar constantemente se alguém a estava aprovando.

É natural sentir medo e se arrepender do tempo perdido, olhe para o futuro e nele encontraras esperança. Geralmente é melhor para a vítima separar-se, tanto quanto possível do seu agressor e controlador. É necessário afastar o controlador, para se libertar. Claro, que isso vai levar um tempo, será necessário fazer um planejamento. Um “sobrevivente” pode olhar para a frente e ter uma vida plena, após terminar um relacionamento abusivo, sua recuperação não vai acontecer durante a noite, mas com o tempo - vai acontecer.
Estas páginas são elaboradas para ajudar a curar, superar e seguir em frente!
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terça-feira, 3 de novembro de 2015

O que se pode aprender em momentos de CRISE?

Todos nós passamos por momentos de crise; a questão é:"Como virar o jogo nesta hora?"

  • Prosperar e crescer na crise depende de....
  • Como você olha para a crise,
  • Qual a atitude você tem na crise
  • Como você está disposto a trabalhar durante este período de adversidade.
  • A maioria das pessoas vê a mudança como algo horrível, assustador e evitável. A crise é, na verdade, uma mudança que afeta negativamente a sua vida.

Primeiramente, pode-se observar que resistir à mudança só gera perda de poder e energia. Na verdade o seu poder reside na forma de interpretar a situação, na sua capacidade de levantar de novo, renovar a sua vida, e transformar sua dor em energia. 

A chave para a sobrevivência se encontra no modo como reagimos ao que acontece conosco. Se você é do tipo que faz uma tempestade em um copo d'água, então você vai ter que lidar com um temporal, ou seja, nossos problemas são do tamanho que permitimos que eles se tornem. 

O divórcio é um momento de crise, trata-se da falência de um relacionamento. Como olhar para o divórcio ou qualquer outra crise dependerá da sua postura. Será que será uma crise enorme e intransponível para você? E será que de fato é? Você terá alguma lesão ou doença grave por isto? O que será o pior que poderá acontecer? Perderá o amor e apoio dos amigos e família? Qual o estrago fará? 

Quando somos consumidos por nossos problemas, podemos acreditar que eles são os piores no universo. Na verdade eles não são. Eles podem ser de suprema importância para nós, mas se você olhar em volta, você poderá encontrar alguém com problemas piores que o seu. 

Em outras palavras, embora você possa estar sobrecarregado, estressado, há ainda muita vida para viver, há um futuro para construir e muitas coisas para olhar. 

Aqueles que conseguem navegar na crise e saem dela fortalecidos é porque enxergam este momento como algo temporário. São pessoas que são capazes de cuidar de seu trabalho, da sua vida e ao mesmo tempo enfrentam a adversidade. 

Como estratégia, sugiro pense que tenha que decidir tudo agora! Apenas se concentre no presente, neste momento, agora. Olhe o que é necessário fazer! O que posso e devo fazer agora? Isto permite continuar. É assim, que se cresce com a adversidade. 



Sua atitude pode remodelar uma experiência dolorosa e transformá-lo em uma nova e promissora experiência. Sua própria visão de si determinará a visão que dará para a crise. Olhe para si como uma pessoa forte e poderosa e você verá a crise como desafio. 

Quando você responder de forma positiva e construtiva para os seus maiores desafios, as qualidades da força, coragem, caráter e perseverança emergem de dentro de você. Você é quem decide se você vai permitir que a sua experiência de crise, ou o divórcio derrubam você! 

Não há dúvida que será um momento de trabalho e crescimento. Suas dores devem ser encaradas de frente. Não há comparação com os dias ensolarados e repletos de diversão. Mas o que se posso dizer é que os resultados da crise dependerão do caminho que você irá escolher. 

Tudo dependerá da sua paciência e resiliência! O que você faz e como faz isso impactará diretamente em quem você é e, também, na vida que você pretende construir daqui para frente. 

Quando a negatividade e a tristeza, da crise, ou do divórcio tornarem-se irresistível você deverá buscar a fé, a esperança e ser resiliente para avançar. Creia que o futuro será melhor e saiba que a força de perseverar é que vai ajudá-lo a progredir em vez de desistir. 

Onde quer que estejamos na vida, nós estamos lá por uma razão. Há lições a serem aprendidas nos tempos difíceis. A crise é um momento de luta e também de aprendizado sobre quem realmente somos. 

A crise pode trazer o melhor e o pior em nós. É um momento onde a máscara cai! 

A crise cria a possibilidade para sentirmos empatia e compaixão pela condição humana. 

A crise, se enfrenta, com uma atitude correta, honesta e paciente, além disto se houver vontade de aprender poderá ser a nossa oportunidade de brilhar. 

Devemos ver a crise por uma perspectiva correta, sem lhe dar importância exacerbada. È o momento de olhar para si, aprender lições, e assumir a responsabilidade para um futuro melhor. Ser dono de si e ter controle é uma escolha! Não seja um fantoche das circunstâncias e emoções!

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Para homens: em breve