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terça-feira, 9 de agosto de 2016

O deslocamento do pai, durante o divórcio


divorcio pai e martina madche

O deslocamento de homens das vidas de seus filhos seja através de divórcio ou pela mãe solteira faz parte da grande mudança cultural da vida moderna. Esta mudança deixou um considerável número de órfãos que podem ser considerados um risco de falha à medida que amadurecem. As pesquisas apontam que – falta de pais e filhos órfãos – são uma fonte de muitos problemas difíceis, se não intratáveis. Ausente seus pais, essas crianças em números alarmantes tornam-se jovens suicidas, adolescentes grávidas, jovens delinquentes, adolescentes desordenados, abandonam a escola, toxico dependentes e condenados juvenis. Há uma fatia considerável da nossa sociedade na qual temos famílias cada vez mais matriarcais, com os homens e pais ausentes ou reduzidos a algo como um doador de esperma, portanto, muito menos do que os pais de pleno direito. Hoje, há a necessidade de um movimento no qual homens buscam seus direitos de pais para modificar essa perturbação cultural.

Com certeza, a liberalização do divórcio, que removeu o conceito de culpa de uma ruptura conjugal, faz com que hoje seja muito mais fácil para um dos cônjuges acabar com um casamento mesmo contra a vontade do outro. Na verdade, o divórcio sem culpa abriu a porta para muitas pessoas saírem e escaparem do que chamamos de "casamentos sem amor."

Ocorre que direitos dos homens e activistas dos direitos dos pais afirmam, no entanto, que com a liberalização das leis do divórcio, que aconteceu no mundo desenvolvido no início dos anos 1960, agora coloca os homens em desvantagem decidida e injusto, particularmente nas áreas de guarda dos filhos, visitação e apoio. A colisão de direitos dos homens e dos direitos dos pais com o aumento da sensação de independência das mulheres politizou casamento e direito da família.

Que as mulheres, ingressam de dois-para-um, mais ações de divórcio, portanto, temos uma ideia da mudança dinâmica do casamento e divórcio no Brasil.

Muitos homens não só se veem ameaçados e amedrontados, mas também vítimas de esposas que se deslocam para acabar com casamentos unilateralmente ou contra seus desejos. Divórcio indesejado e paternidade sem a guarda mina a autoridade dos homens que sentem o seu papel na vida dos seus filhos reduzidos para um visitante ocasional - uma transformação difícil para muitos homens e uma devastadora para os homens com uma visão tradicional do casamento, família e filhos.

O caminho para um divórcio nunca é uma suave, mesmo quando o casamento termina por meio de uma ação incontestável, sem culpa. Até mesmo quando um casal se divorcia amigavelmente divórcios, como muitos fazem, o fracasso do casamento geralmente significa discussões e divergências sobre a divisão e distribuição de bens conjugais e dívidas. Quando os casamentos não têm filhos, os cônjuges divorciados, de uma forma ou de outra, terminam o casamento e podem ir cada um para um lado, sem nunca ter de ver um ao outro novamente.Quando os casamentos envolvem filhos menores, cônjuges divorciados percebem rapidamente que, embora o casamento acabou, cada um continua a ser um pai para a vida. E aqui é onde os problemas começam. Os pais divorciados devem e precisam manter contato é aqui onde os desafios começam.

Martína Mädche, sou fundadora do blog, sendo que este projeto busca ajudar a reencontrar a Felicidade, por meio de uma prática de treinamentos que ajudam mulheres e homens a navegar através de seu divórcio e rupturas. 
Caso precise entrar em contato: Martína Mädche
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Perguntas Frequentes sobre a guarda e visitação dos filhos!

Guarda e visitação como fica?

O que é mais comum?

Atualmente, 90% das guardas são unilaterais maternas. Mesmo com a lei da guarda compartilhada, os tribunais vem entendendo que só é possível compartilhar a guarda se não existir brigas entre o casal! A lei é contraria a este entendimento, sendo clara que a guarda deve ser compartilhada regra independente de litígio! Por isto, hoje quando o juiz estabelece a guarda unilateral é reverter estas questões em tribunais superiores.

Guarda é diferente de convivência!

A convivência deve ser regrada com base no princípio de que as crianças convivam de forma igualitária com ambos, sendo observado também as suas necessidades. Isto via de regra é negociado em um acordo. Há um entendimento de que o pai teria o direito de visitas livre ou em determinados dias da semana, além de ficar com o filho nos finais de semanas de 15 em 15 dias! Isto está longe de um convívio equilibrado.

Via de regra as mães têm mais dificuldades em se distanciarem dos filhos, acredito que isto seja inclusive instintivo, Porém mamães a separação pressupõe que você terá de abrir mão da presença de seu filho também, o pai tem os mesmos direitos de conviver seu filho, por mais doído que seja!

Em raros casos é determinada a convivência alternada, ou seja, a criança fica 15 dias com cada um dos pais. Nestes casos a crianças possui duas casas convivendo com ambos em determinados dias, pode ser 7 dias com um depois 7 dias com outro, os dias devem ser acordados.

O que é guarda?

A guarda diz respeito a decisões e responsabilidades legais, ou seja, pressupões que todas as questões médicas, educacionais, religiosas e outras decisões sobre as crianças são compartilhadas. Também, quando a criança comete alguma infração a responsabilidade é divida por ambos! Como falei ainda existe relutância no judiciário em determinar a guarda compartilhada, mesmo ela estando prevista em lei, pois o judiciário segue o pressuposto de que é necessário que ambos os pais concordem com esta modalidade e ambos devem ser suficientemente capaz de se comunicar e cooperar um com o outro.

A guarda compartilhada deveria ser somente impeditiva se houver violação do melhor interesses da criança ou se um dos pais coloca a saúde ou segurança em risco.

Outra pessoa que não os pais podem ter a guarda física ou jurídica?

Excepcionalmente, nenhum dos pais pode assumir devidamente a guarda dos filhos, pode ser o caso de uso de drogas, problema de saúde física ou mental. Nestas situações, outros podem assumir a guarda temporária da criança que terá tutela judicial, em último caso, coloca-se a criança em abrigo.


Que fatores tribunais levam em conta para decisões de guarda e visitação?
O Juiz deve levar em conta quem poderá melhor manter a estabilidade no ambiente da criança. Não há um padrão definido quanto ao que constitui "estabilidade", mas um juiz olha para a família e para a vida da criança. Busca-se manter a criança na mesma rotina que havia antes do divórcio. Então se possível ela deve ser mantida na mesma casa, escola, comunidade e laços religiosos.


A prevalência do melhor interesse da criança leva em conta muitos fatores, incluindo:
  1. Idade, sexo da criança, saúde mental e física.
  2. Saúde física e mental dos pais.
  3. Estilo de vida e outros fatores sociais dos pais;
  4. O amor e os laços emocionais entre os pais e a criança, bem como a capacidade dos pais para darem orientação para a criança.
  5. A capacidade dos pais para fornecerem alimentos, abrigo, roupa e cuidados médicos.
  6. Busca-se manter o padrão de vida da criança (escola, casa, comunidade, instituição religiosa).
  7. A qualidade da escola;
  8. A preferência da criança, geralmente quando a criança possui mais de 12, esta já pode ser ouvida pelo judicíario .
  9. A capacidade e vontade do pai para promover a comunicação saudável, a disponibilidade para manter o contato entre a criança e também a comunicação entre ambos os progenitores.

Existem problemas especias se o pai é gay ou a mãe é lésbica?
A orientação sexual de um dos pais não pode por si só impedir a guarda ou restrições na visitação com o seu filho.
Claro que o juiz levará em conta para a motivação de sua decisão o melhor interesse da criança, mas como se trata de uma decisão subjetiva é inevitável que será levado em conta seus próprios preconceitos, também se pode encontrar juízes não preconceituosos, que não levam em consideração a orientação sexual dos pais gays ou lésbicas, nestes caso deve-se ficar atendo fundamentação da sentença.


A propensão da guarda ser definida para a mãe!
Quando falamos de bebês ou crianças pequenas, de tenra idade (cerca de cinco e menos), há um entendimento que as crianças devem ficar com a mãe quando os pais se divorciaram. Nestes casos o pai tem direito a visitação em dia determinado ou horas sem pernoite. Hoje, os Tribunais já vem modernizando este entendimento quando a criança não depende do aleitamento. Assim, o pai pode pleitear uma maior convivência inclusive com pernoite. Como dito a guarda deve levar em conta o melhor interesse da criança sem levar em conta a sua idade.


Hoje há um movimento em torno de que os pais exerçam mais seus direitos de guarda e convivência, já que reconhecidamente há a necessidade de um equilíbrio da presença de pai e mãe na vida dos filhos.


A "visitação em horários e lugares razoáveis"! 


Quem determina o que é razoável?

Via de regra quem possui a guarda determina o que é razoável! Antes, de ficar questionando a razoabilidade no judiciário, leve em consideração o bem-estar do seu filho, pois a convivência entre ambos não pode ser algo ruim devendo os pais cooperam no sentido de assegurar a criança um convívio próximo e equilibrado entre ambos. Infelizmente, muitas vezes a convivência e transformada em algo amargo e ruim para um dos pais havendo disputa de convivência e intrigadas e rivalidade!

Para evitar tais problemas, os advogados e juízes deveriam investir em um plano de parentalidade/maternidade onde as regras são mais detalhadas sendo a responsabilidade de cada uma especificada.

Eu tenho que pagar pensão, mesmo se o meu/minha ex me mantém longe dos meus filhos?

Sim. Guarda e visitação não deve ser confundida com sustento/alimentos. Cada pai tem a obrigação de apoiar seu filho. Via de regra o juiz determina um pensionamento que gira em torno de 30% de seu salário. O que pode ocorrer é que quando uma das partes reiteradamente impede o outro de visitar seu filho o juiz aplique uma multa pela desobediência, mas nunca o cancelamento do pagamento de pensão.

Quando um dos pais vivem em outro estado! Ele pode fazer pleitear a guarda compartilhada?

Quando há discussões quanto a mudança de estado e guarda. Pode dizer que sim um pai pode ter a guarda compartilhada. Claro que este pode participar das decisões do filho. Deve se ter muito cuidado quando um dos genitores usa a mudança para impedir a convivência do outro cônjuge com o filho! Para decidir qual lugar melhor para a criança viver, novamente deve ser olhado para quem atendente melhor as necessidade do filho! Onde a criança tem conexões significativas, como professores, médicos e avós.

Não há dúvida de que quando houver abandono ou a criança corre algum perigo ou negligência a guarda será revertida.

Lembrando sempre que quando um dos pais impede a convivência com o outro temos um quadro do que chamamos de alienação parental. Quando constado gera a perda do direito de guarda, e pode inclusive levar a visitas acompanhadas.

Como especialista afirmo que a mediação é a melhor abordagem para resolver as questões de guarda e visitação, mesmo havendo muita raiva e mágoa deve haver um esforço de ambos os pais! Se houver a interferência de um bom mediador é possível estabelecer um acordo benéfico para todos!

A mediação ainda é a melhor opção para a família, a fim de resolver suas diferenças. Os mediadores são muito hábeis em conseguir que os pais mesmo sendo inimigos cooperem para o bem de seus filhos. Quanto mais os pais cooperarem quanto a co-parentalidade melhor será para seus filhos. Se houver problemas de convivência ou as partes não conseguem dialogar é possível negociar um acordo escutando ambos separadamente.

Depois da decisão judicial pode haver alteração da guarda ou das visitas?

Mesmo o processo sendo arquivado com uma decisão judicial, o ex-cônjuge pode ingressar e alterar a guarda ou visitação se houver alguma mudança de situação.

Se um dos pais quiser mudar uma ordem judicial existente afetando guarda ou visitação e o outro progenitor não concordar com a mudança, há necessidade de uma nova negociação e processo judicial. Sendo que aquele que ingressa com a ação solicitando a modificação precisa provar a alteração das circunstâncias e demonstrando a estabilidade deste novo arranjo.

Exemplos de alteração de circunstâncias:

Mudança Geográfica: Se um pai se muda para outro estado há necessidade de modificação da guarda ou visitação, a fim de acomodar as necessidades do pai não o privando da convivência com seu filho.

Estas páginas são elaboradas para ajudar a curar, superar e seguir em frente!
Caso precise entrar em contato: Martína Mädche
Advogada e Profissional de Ajuda.
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

A raiva do meu filho na separação! Como lidar com a raiva de todos?

Como administrar a raiva do ex sem ferir meus filhos?

Chegou a seguinte Pergunta: O que faço com a raiva dos meus filhos durante o divórcio? 
Martína Mädche

O divórcio pode manifestar a pior parte das pessoas! Um pai excepcional pode perder o foco e se desviar prejudicando seus filhos. Assim, como uma mãe pode demonstrar o seu pior lado. Todo este turbilhão tem reflexo no comportamento dos filhos. Em muitos casos as crianças ainda são usadas para atingirem o ex companheiro, seja induzindo nelas sentimentos de rejeição ou simplesmente, negando o outro a convivência com os filhos. Parece que algumas pessoas não conseguem divorciar-se de sua dor, dos sentimentos ruins que possuem em relação ao seu ex e no final acabam descontando nos filhos sua raiva e frustração. Assim, como em você a crianças sente a raiva e a tristeza que acabam dominando toda a família. Na separação os sentimentos ficam a flor da pele e todos acabam vivenciando momentos de insanidade.  

Responda:

É possível transformar a raiva em aceitação? Como lidar com a montanha russa dos seus sentimentos e de seus filhos sem os prejudicar ?

Martína MädchePrimeiramente, é importante que os pais administrem suas dores e seus sentimentos visando a cura de suas feridas Este passo é muito importante, inclusive para poderem se relacionar de forma saudável com os filhos e com futuros parceiros. É necessário observar seu agir, estabelecer metas e padronizar condutas para que a cura da família ocorra. Crianças precisam de estabilidade e coerência no agir, para isto as regras da casa devem ser claras, ainda mais, quando se está diante de uma criança irritada, triste e confusa. 

Aqui estão algumas diretrizes que adotei para lidar com a raiva das crianças:
  • Ame seu filho sendo compreensível, mesmo que suas palavras sejam doídas.
  • Mesmo que estejas sem chão, confuso, arrasado, demonstre seu amor e tenha consciência de seu papel de pai/mãe (guia)! 
  • Transmita segurança e compaixão, porque seu filho também sente a dor que estás sentido. Converse, converse muito e converse mais. Saiba sobre o que o seu filho está sentido, sobre como está na escola... enfim se interesse pela vida de seu filho.
  • Tenha paciência de repetir mil vezes uma ordemExpliquei o que não é adequado e o que você não tolera e porquê.
  • Se estiver longe do seu filho encontre um meio de comunicação. Mantenha uma conexão mesmo à distância.
  • Mostre interesse na vida dele, pergunte o que eles estão fazendo e como eles estão se sentindo. Não permita que sua nova vidaseja motivo para um distanciamento.
  • Se a raiva continuaresteja disposto buscar ajuda/terapia, inclusive com seu filhoMostre para seu filho que ele é importante e que o relacionamento com ele é sua prioridade.
  • Seja adulto as coisas que seu filho diz não são uma ofensa pessoal. Tenha em mente que a raivaque ele sente é proveniente do medo de perder um pai/mâe. E com certeza é reflexo do ambiente no qual está inserido.
  • Se o seu filho tiver perguntas esteja disposto a ouvir e a responder. Você precisa estar disposto a ver o mundo da perspectiva dele.
  • Peça ajuda de seus familiares e amigos. Converse com eles sobre como se relacionar nesta situação com seus filhos.
  • Vá curar sua dor! Você pode se sentir rejeitado e magoado, mas é importante que você fique forte por causa de seu filho.
  • Não coloque novas relações acima do relacionamento com seu filho. Mesmo se você conhecer alguémdeixe claro e transparente para todos que seus filhos são sua prioridade.
Um grupo de apoio para os pais  pode ser a chave para a sobrevivência de seu relacionamento com seu filho. Falar e compartilhar ideias com os pais que estão enfrentando os mesmos problemas gerará novas opções e maneiras de lidar. Não reprima seus sentimentos não se recuse a falar sobre eles.

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MEU EX É TÃO IMPORTANTE QUANTO EU PARA MEUS FILHOS

MEUS FILHOS PRECISAM DO MEU EX ASSIM COM EU PRECISO DOS MEUS FILHOS

Alguns anos atrás, eu me separei. E não foi só eu quem me separei, meus filhos se separaram do pai! Não houve um esforço para que tivessem duas casas. Os motivos no meu ponto de vista, inúmeras desculpas baseadas nas ignorâncias, incompetências e acomodações de ambos! Foram tempos difíceis. 

O preço que pagamos foi alto! Eu fiquei com duas crianças desempregadas e com uma rotina muito exaustiva que eu carrego até hoje. Coletamos inúmeros momentos traumáticos. Passamos a viver nossas vidas sem contar com o pai! 

Depois de muitas frustrações percebi um movimento da parte dele em buscar uma aproximação maior dos filhos, a fim de ouvi-los e conquistá-los, até mesmo porque aos poucos as crianças se distanciaram do pai, já que o vínculo foi enfraquecendo! Eles também não contavam mais com o pai assim como eu! 

Fato é que percebi que independente do comportamento do pai, meus filhos eles precisavam do pai deles! Independente de quão maravilhosa é uma mãe, as crianças sempre sofrem com a ausência de um pai!

Martína MädcheHoje na maioria dos casos de separação a mulher fica com os filhos. Em meus estudo constatei que 90% das guardas são unilaterais da mãe! Trata-se da reprodução do comportamento da sociedade, na qual a mulher ainda é vista como um ser romântico e idealizado. A maternidade está ainda associada a figura de MARIA, de uma mulher que sabe o que os filhos precisam e como cuidar dos filhos! Percebe-se que mesmo com movimentos sociais de libertação da mulher, há muito caminho a ser percorrido para se obter um equilíbrio entre os papéis! É senso comum ver o pai como coadjuvante! É este papel que ele tem também quando o casal se separa. Muitas vezes, o homem será um mero visitante, ou este acaba se afastando da família para seguir com sua vida!

Assim, o papel do pai separado (pai solteiro), no dia a dia, passa a ser de um pai parcial, um pai visitante, ou também, uma figura que presta apoio quando solicitado ou então de um pai ausente que foi forma uma outra família. 

Porém minha experiência de mãe solteira e convivente com um pai visitante eu clamo e peço aos homens para que mudem suas posturas! Homens sejam pró-ativos! Vocês precisam mudar esta concepção! Pais precisam entender que ninguém pode substituí-los. Filho precisa de pai presente.  E mães precisamos também deixarmos de ser machistas e achar que só nós sabemos cuidar dos nossos filhos! Vamos deixar os pais participarem mais! Filhos precisam desta convivência. 

Homens comecem a se adaptar, estudar, buscar informações, grupos de apoio enfim comecem a organizar suas vidas para conquistarem e terem um relacionamento mais próximo com seus filhos.

As crianças precisam de um pai presente em sua vida. Há lições que este pai precisa passar para seu filho! Sei que existem mães que realmente não querem ver seus filhos com o pai. Estas acabam usando os filhos como meio de vingança na separação, assim como muitos homens punem suas mulheres pela separação abandonando a família, deixando um imenso vazio tanto afetivo como material.

Na minha caminhada vejo muitos homens que não tem noção do que acontece quando saem de casa, largam os filhos com a mulher achando que cumprem sua obrigação pagando pensão e fazendo visitas. Muitas mulheres, acabam assumindo tudo, e passam a viver suas vidas sem contar com a participação do pai de seus filhos! Acabam silenciando, não falando mais sobre o que acontece e sobre o que ocorre com os filhos. O pai passa a ser um visitante, uma figura coadjuvante! 

Mas minha experiência diz crianças sentem faltam de um pai e elas esperam que exista um pai que as cuide e se importa independente de onde você esteja vivendo! 

Crianças que convivem com seus pais, que tem laços afetivos, constroem histórias. Elas tem certeza do seu amor. Elas sabem que o pai é e contínua sendo a figura que representa segurança e norte. A presença de um pai faz muita diferença na vida de uma criança é com ele que as crianças aprenderão a serem bem sucedidos e realizados. Você é importante para seus filhos, tanto quanto a mãe, e ninguém pode preencher o seu lugar! 


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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

PAI DIVORCIADO – FERRAMENTAS DE SOBREVIVÊNCIA

A batalha do divórcio

Estou a algum tempo divorciada, durante este período, cometi erros e vi meu ex errando. Todos acertam e erram quando enfrentamos novos caminhos, sobreviver na adversidade é um desafio e tanto. Não posso escrever sobre o lado dele, mas posso escrever sobre o que venho observando ao longo dos anos na minha experiência pessoal e profissional na área de direito de família. Então decidi compartilhar algumas ferramentas para esta nova fase!

Ferramentas para pais divorciandos:

Primeira Ferramenta: Visão!

Martína Mädche
Reconhecer o novo terreno! Veja o que é preciso fazer! Primeiro passo para enfrentar um momento de crise é o olhar e reconhecer. Aprenda a pisar neste novo terreno. Saiba que o divórcio veio para tirar você da zona de conforto. Há uma necessidade de um novo olhar para sua vida! Quais são seus desafios? O que me espera? Como será o convive com meus filhos? Quais são as necessidades dos seus filhos? Onde vou morar? Com quem posso contar? Quanto vai me custar a separação? O que me sobra do meu salário? Como será minha separação? Como é o processo? Como ficam os bens? E as dívidas? Como meus filhos vão viver? Com quem vão viver? São muitos aspectos que precisam de respostas urgentes! Liste seus enfrentamentos e depois vá em busca de respostas!

Segunda Ferramenta: Planejamento

Martína Mädche
Metas e desafios: Então, agora já tens uma noção do futuro! O próximo passo é como enfrentar? O que é preciso providenciar? Saiba que estás prestes a mergulhar em um dos maiores desafios de sua vida! Portanto o planejamento é fundamental! É necessário buscar armas e ferramentas! Procure se familiarizar com aspectos legais do divórcio! Planeje a forma como será seu relacionamento com seus filhos e sua ex! Crie suas metas e propósitos de forma realista! Sendo sua primeira e principal menta: SEUS FILHOS! Segunda: VOCÊ! 

Quanto ao aspecto filho, quero abrir um parenteses! É mito achar que as crianças são resistentes e irão se adaptar a qualquer coisa! É história para boi dormir achar que 15 min de convivência feliz com seus filhos é suficiente! As necessidades dos seus filhos não podem ser colocadas em segundo plano durante o processo de divórcio. 

Terceira Ferramenta: Comunicação: 

Martína Mädche
Saiba que será necessário trabalhar na comunicação com sua ex-esposa e com seus filhos! Todo o processo do divórcio será pautado na forma com que vocês se comunicam! Encontre algum veículo de comunicação! Pode ser e-mail, telefone, mensagens enfim é necessário dialogar para construírem uma nova forma de existir em família!

Saiba, as pessoas que ficam atentas a comunicação conseguem enfrentar melhor o divórcio! As regras devem ser claras! Neste momento é necessário poder confiar que ambos terão seus filhos como prioridade! Portanto, sejam honestos para encontrar um caminho para o bem-estar dos filhos! Não importa o quanto estão magoadas, isto cada um terá que administrar de alguma forma, mas a honestidade deve prevalecer para o bem-estar dos filhos!

Lembre-se por mais raiva e mágoa que você tenha em relação ao seu ex, ele é pai/mãe de seus filhos e nunca deixará de ser! Vocês terão um vínculo para o resta da vida! Aprenda a lidar com seus sentimentos! 

O que responder quando as crianças perguntam?
Quando um pai “abandona” ou “ignora” um filho a criança perde a confiança nele! É preciso ficar atento as necessidades das crianças. É hora de investir ainda mais na comunicação entre vocês! Compartilhe com seus filhos seus sentimentos e preocupações na medida da compreensão destes! Segure seu filho quando ele / ela chora, diga que você compreende e se você concorda com o que eles estão sentindo. 

Assim, como seus amigos tomarão partido na separação, seus filhos também podem escolher um lado para favorecer um dos pais! Não é incomum as crianças favorecerem um dos pais durante um divórcio, aprenda a lidar com este desafio, procure informação e ferramentas!

Assim, como você seus filhos enfrentarão uma enxurrada de emoções! Eles experimentam, confusão, medo, raiva, abandono, tristeza assim como qualquer pessoa que enfrenta o divórcio. Por esta razão, o seu filho pode ficar mais agressivo. É comum as crianças ficarem mais explosivas, e ofensivas. Criança também perda a compreensão e razão. Outros ficam mais introspectivos e tristes! Observe as reações de seu filho. Eles são reflexo da confusão mental dos adultos!

Permita que seu filho desabafe seus sentimentos sobre o divórcio. Tenha muitas doses de paciência! Ele também está sofrendo. As crianças também ficam confusas! Na medida que você se aproxima dos sentimentos dos seus filhos, significa que você está construindo confiança. Cada momento e sentimento compartilhado é um tijolo na sua base familiar. Uma criança que confia em um pai também valoriza a relação com esse pai. A partir desta relação de cumplicidade, terás a confiança de teu filho. É isto que seu filho precisa para crescer seguro e confiante. 

Quarta Ferramenta: NEGOCIAÇÃO

Esteja dispostos a negociar: Como havia falado, você terá que encontrar uma nova forma de se relacionar seja com seus filhos ou com sua ex! Então, o primeiro passo é aprender uma das ferramentas indispensáveis para o novo agir a NEGOCIAÇÃO. Você não só terá que negociar aspectos legais, como um acordo de divórcio, mas será necessário negociar e ajustar o futuro de vocês! Nenhum acordo judicial resolve os aspectos cotidianos das relações familiares! Portanto, terás muitos anos de negociação pela frente. Primeiramente, sugiro contratar um mediador este é um recurso que será recompensado, já que evita um processo judicial exaustivo e longo. Sendo a opção pela pacificação faz com que a família reconstrua sua vida com mais facilidade. Caso não tenham recursos financeiros encontrem alguém de confianças para mediar o diálogo, há muitos aspectos que precisam ser negociados. 

Este é o momento de negociar como será construída a relação familiar daqui para frente! Como será a vida de seus filhos! Quais aspectos devem ser levados em conta! Formação emocional, espiritual, questões financeiras, alimentação... tudo que envolvem as crianças devem ser ponderados neste momento! Onde as crianças vão residir! Saiba que a busca deve ser por um equilíbrio no relacionamento! Como cada um dos pais poderá participar ao máximo na vida dos filhos? Estas são algumas bases para iniciar a negociação! Lembrando que a prioridade são as crianças. Elabore um cronograma e negocie o tempo que você pode obter. É necessário planejamento, sem contudo deixar a flexibilidade de ambos de lado!

Quinta Ferramenta: Ajuda 

Esteja aberto para pedir ajuda ou fazer terapia: Não descarte a possibilidade de procurar uma ajuda de um profissional, seja um coach ou um terapeuta. São muitos aspectos que devem ser levados em consideração. São poucos homens que buscam um profissional de ajuda, ou até um livro de ajuda, a maioria guarda seus sentimentos para si e fica lambendo as feridas. Não é a melhor opção para seguir em frente. Um aconselhamento para enfrentar o divórcio é fundamental para melhorar e facilitar o seu andar neste terreno obscuro. Uma pessoa que já tem uma visão de seus enfrentamentos poderá ajudar a construir uma boa relação com seus filhos e a reconstruir sua nova vida.
Boa Sorte, Martína Mädche

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