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quarta-feira, 7 de maio de 2014

O que as crianças esperam quando os pais se separam...

Quando a família se desfaz é comum se sentir perdido sem saber como agir. Neste post, queremos mostrar algumas sugestões de como apoiar seu filho e fazer com que ele se sinta amado, confiante e forte. 

Há muitas maneiras de ajudar as crianças a se ajustarem a nova situação. Sua paciência, confiança e a forma com que a escuta e dialoga podem minimizar a tensão. Como os seus filhos irão lidar com as novas circunstâncias dependerá do seu comportamento. Lembre-se que as rotinas deixam as crianças seguras e isto faz com que se sintam protegidas. Criança precisa de estabilidade. O ideal é trabalhar em conjunto, mas sei que quando a gente se separa é porque as coisas já não funcionavam antes, entretanto ambos devem fazer um esforço e se envolverem com a educação dos filhos, busque fazer um bom acordo, de separação no qual as tarefas de cada um fiquem claras e bem definidas, faça de seus filhos a sua prioridade.
O que eu preciso da minha mãe e do meu pai: lista de desejos de uma criança

§  Eu preciso que você se envolva com a minha vida. Por favor, escreva mensagens, e e-mail’s, cartas, ligue responda as minhas perguntas. Quando eu não sinto o seu envolvimento, eu sinto que  não sou importante e que não sou amado de verdade.
§  Por favor, parem de brigar, por favor, trabalhem duro para se entenderem. Tentem chegar a um acordo sobre todas as questões nas quais estou envolvido. Quando você luta por mim, eu sinto como se eu tivesse feito algo errado e eu me sinto culpado.
§  Eu amo os dois. Quero aproveitar o tempo que eu tenho com cada um de vocês. Por favor, me apoiem. Se você agir com ciúmes ou estiver chateado, eu sinto como se eu devesse amar mais um de vocês.
§  Por favor, busquem se comunicar um com o outro por que eu não tenho que enviar mensagens.
§  Ao falar sobre o meu outro pai, por favor, diga só coisas agradáveis, ou não diga nada. Quando você fala do outro eu sinto como se tivesse que tomar partido e, por isto, devo amar mais o outro pai.
§  Por favor, lembre-se que eu quero que ambos  faça parte da minha vida. Conto com a minha mãe e meu pai para me levantar, para me ensinar o que é importante, e para me ajudar quando tenho problemas.

Por Martína Mädche, Advogada, artigo baseado em pesquisa da Universidade de Missouri, EUA.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Como lidar com a raiva do ex e mantela longe dos filhos?

Como lidar com a raiva do ex e mante-la longe dos filhos ? 
O divórcio pode gerar os piores sentimentos em uma pessoa.  Ela pode tornar um pai excepcional a perder o foco no que é melhor para os seus filhos, que por sua vez pode fazer com que as crianças se sintam maltratadas. Parece que alguns pais não conseguem distinguir o sentimentos ruins que possuem em relação ao ex-cônjuge e seus sentimentos com os filhos. Quando esses sentimentos negativos afetam a relação com as crianças, o resultado é uma relação pai / filho complicada.
Um pai pode transformar a raiva de seu filho em aceitação, quando este se dispões a ajudar seu filho a lidar com o estresse do divórcio. É importante que os pais que se divorciaram aprendam a lidar com sua própria raiva e sentimentos, a fim de curar o relacionamento com seu filho. Um pai precisa estabelecer padrões para si que vão ajudar a atender as necessidades de seus filhos. Estas normas, juntamente com a ajuda de um terapeuta pode ser muito útil quando se tenta curar um relacionamento com uma criança com raiva. Abaixo estão algumas diretrizes para lidar com uma criança com raiva.
  • Ame o seu filho e esteja lá para eles, mesmo que sua palavras sejam agressivas ou magoem.
  • Mostre seu amor. Mostre o amor quando você falar com eles, não importa o quão doloroso você se sente.
  •  Tenha responsabilidade com os seus filhos e nunca os abandone, não importa a dor que esteja sentindo. Esteja lá para ajudá-los, amá-los e educá-los pois este é o papel de um pai. Diga com amorosidade quando o seu comportamento é inadequado. 
  • Caso haja, alguma razão que eles fiquem incomunicáveis escreva e-mail's ou cartas. Mantenha uma conexão indo, mesmo à distância.
  • Mostrar interesse em sua vida, pergunte o que eles estão fazendo e como eles estão se sentindo. Não permita que a sua nova vida gere desinteresse pelas necessidades de seus filhos.
  • Se a raiva continua, esteja disposto a ir para a terapia com o seu filho. Mostre ao seu filho que você vai lutar para ter um bom relacionamento com ele.
  • Não fique pessoalmente ofendido quando seu filho expresse a raiva que sente. Tenha em mente que a raiva está vindo do medo de perder você como um pai.
  • Se seu filho tiver perguntas e for preciso falar sobre o divórcio esteja disposto a ouvir e responder. Você precisa tentar olhar a situação na perspectiva do seu filho.
  • Pergunte a outros membros da família para intervir. Peça-lhes para falar com o seu filho de uma maneira positiva sobre a importância da relação pai / filho.
  • Curar a sua própria dor. Você pode se sentir rejeitado e magoado, mas é importante você ficar forte por causa de seu filho.
  • Não coloque novos relacionamentos acima do relacionamento com seu filho. Mesmo se você conhecer alguém novo, continue a viver de uma forma que permita que o seu filho saibe que eles são sua prioridade número um.
Um único grupo de apoio dos pais pode ser a chave para a sobrevivência de seu relacionamento com seu filho. Falando e compartilhar idéias com os pais que estão enfrentando os mesmos problemas irão gerar novas opções e maneiras de lidar com os conflitos. Não reprima seus sentimentos e não se recuse a falar sobre eles ou lidar com a raiva de seus filhos. Você está a perder o relacionamento mais importante que você tem.
Boa Sorte, Martina

sábado, 2 de novembro de 2013

A superação traumas por crianças que possuem relações amorosas, uma reflexão sobre relações humanas!

Sempre me preocupei com o impacto de relações de convivências que envolvem o abandono e agressão em crianças. Sei do impacto que ações negativas causam na alma de uma criança. Hoje, busco compreender mais um pouco, tendo em vista as vivências de meus filhos. Como mãe, com um amor incondicional, busco proteger meus filhos de agressões desnecessários, por isto compartilho esta reflexão para aqueles que, assim como eu, estão preocupados com agressões as quais as crianças ou seus filhos ficam submetidas. Estou muito feliz por estar fazendo a minha parte. 

Uma outra bordagem na “salutogênese” pesquisa a resistência das pessoas, e descobriu que a hereditariedade e o ambiente não são os únicos fatores determinantes na evolução da pessoa. Há um terceiro fator, até agora subestimado, mas de importância fulcral: o fator das relações humanas.

O que caracteriza boas relações entre pessoas?
Há três aspectos que caracterizam a essência da qualidade humana:
• Honestidade, sinceridade, verdade,
• Amor;
• Respeito pela autonomia e dignidade do outro, mesmo que se trate de um bebê ou de uma pessoa dependente de ajuda.

Caso uma criança possa vivenciar uma tal boa relação – mesmo que seja com apenas uma pessoa ou apenas num determinado período da infância – poderá fazer uma evolução anímica saudável, mesmo quando existem condicionantes muito desfavoráveis como agressões físicas à noite e o abandono durante o dia. Quando existe uma verdadeira e profunda relação com alguém, a saúde anímica não precisa estar necessariamente posta em causa, pelo contrário, uma tal criança poderá até desenvolver uma sensibilidade e compaixão especiais.


O livro “Plus fort que la haine”, que teve muito impacto em França, é um magnífico exemplo disso. “Mais forte que o ódio” narra o amor e a humanidade vivenciados numa família de apoio por uma criança com apenas três anos, extremamente traumatizada e abandonada, durante preciosos três meses. Esta vivência é marcante para o resto da sua vida e permite-lhe identificar-se com a bondade e o carinho. “Fortalecer a criança: pedagogia entre risco e resistência” é o título de uma publicação alemã que analisa numerosos estados sobre a qualidade da vida de numerosas crianças, demonstrando como se lançam os alicerces para a saúde durante toda uma vida.
Que nossas histórias sejam escritas com mais amor, que haja mais paciência em nossas convivência , principalmente para aqueles que convivem com crianças...
(adaptação do texto de uma amiga Lucia)
Por mais histórias de amor...
Por favor, se puder deixe um comentário, sobre o que gostaria que eu escrevesse ou se gostaste do assuntos abordado, obrigada.
Martina