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domingo, 21 de maio de 2017

Ser a outra e ser traída os revezes da mesma moeda

Não serei mais a segunda opção de ninguém - por que merecemos ser a primeira.
Eu acho que como mulheres, nos conformamos com muito menos do que merecemos.

Muitas vezes aceitamos estar em um relacionamento com alguém que não está de fato ali....

Por que fazemos isso?

Talvez porque pensamos que talvez um dia aquela pessoa cairá em si eventualmente e irá nos surpreender nos escolhendo. Fazemos porque somos tão carentes por amor que aceitamos qualquer pedacinho deles mesmos o que estiverem dispostos a compartilhar conosco.

Às vezes, fazemos isso porque já estamos comprometidos com a pessoa e esperamos que eles reencontrem o caminho de volta para nós.

Eu pessoalmente me encontrei nesta situação duas vezes - ambas as experiências dolorosas e dolorosas que eu tenho trabalhado diligentemente para nunca mais repetir novamente em minha vida.

A primeira vez, me permiti ser a "outra mulher", embora eu nunca imaginei que estaria naquela situação, moral que tinha. E apesar de eu muito jovem e com um coração muito imaturo e vulnerável, ainda tenho uma grande quantidade de vergonha porque nunca esqueci do meu egoísmo e da falta do meu julgamento moral.

Na 2ª vez, fui relegada para ser a "2º opção" das prioridades de meu marido, pois ele encontrou uma outra "pessoa".

Uns podem chamar isso de carma, sei que nossa vida está interligada em várias teias e posso dizer que ela ao mesmo tempo que deveria ser simples acabamos a deixando complexa. E na roda da vida o que fazemos para uma pessoa de uma forma ou de outra iremos ter que suportar novamente, mas a partir da perspectiva oposta para realmente aprender a lição.

Fato é que sendo uma segunda opção seja de qual perspectiva estava percebo que muito disso era orgulho e ainda mais ego.

No primeiro caso, quando senti a combinação diária pelo anseio por algo que eu nunca poderia ter misturado com a lembrança "Eu mereço mais isso, então por que diabos estou fazendo", tive a coragem de ir embora e cortar o contato, então pude avançar com o que restava da minha dignidade.

Embora soubesse em meu coração que ele nunca me escolheria, havia uma parte em mim que não podia deixar ele ir por um longo tempo. A parte "sombra" de mim que encontrava nas pequenas manipulações e maneiras de sentir a lembrança de que "não sou boa o suficiente".

Porque se ele a deixasse por mim, provaria que eu seria o suficiente.

A propósito, isso nunca aconteceu.

No segundo caso, quando meu marido não conseguia parar de ver a pessoa com quem ele estava tendo um caso, ainda não podia deixar meu casamento, escolhi ficar o pé novamente. Eu estava cheio de orgulho e seria condenada se não fosse a vencedora. Se ele era incapaz de deixá-la ir após inúmeras tentativas, de algo forma em minha mente ele teria me escolhido.

Em todas as forma eu era a perdedora no quadro de líderes.

Quando comecei a me curar do meu divórcio e o trauma e a dor de ter perdido meu marido por outra pessoa, senti que meu lado de sombra começava a emergir. Percebi minha escolha por homens que não estavam inteiramente emocionalmente disponíveis, que era o que ressoava em mim por traumas do passado. Ao escolher esses tipos de homens para me envolver, me permitiu reviver a velha história de que "Não sou suficiente", uma vez que nunca poderiam me escolher.

Só consegui sair desse ciclo de insuficiência quando um dia esta saindo com um com alguém que eu considerava ser um dos homens mais bonitos, e autênticos que já conheci (e que eu sentia que também a fim de mim), porém confessou após apenas algumas encontros que ele tinha outra mulher com a qual se relacionava .

Senti novamente o que era não ser a primeira escolha de alguém ... mais um de muitos que teria que competir com alguma outra mulher pelo possível prêmio.

Então decidi acabar com esse jogo.

Eu finalmente sabia o que queria.
Quero alguém que me escolha.

Eu e só eu. Quero um homem que me veja e tudo o que tenho a oferecer. Alguém que não me escolha por ser uma amostragem dentre todas as outras seleções no mercado, ao mesmo tempo, que ele esteja saboreando. Não mereço ser sua única escolha por pelo menos um período de tempo até que decidimos que será?

Não quero ser a sedutora, ou a garota que ele está loucamente ligado ou apenas atraído.

Não quero ser a menina que entra e é usada como sua "fuga" de qualquer crise pessoal que ele esteja enfrentando em sua vida.

Quero ser escolhida. Não ser apenas a próxima melhor opção porque a outra pessoa não deu certo, mas foi escolhida.

Mas percebo que só posso ser escolhida se reconhecer o lado sombra em mim que me coloca em situações em que eu estou competindo com outra pessoa para provar que eu sou o suficiente.

Então eu decidi deixar ir essa história para que eu possa atrair não apenas algo bom ... mas algo melhor.

Algo e alguém que faça me sentir segura, apreciada, respeitada e amada. A maneira que todos nós ansiamos e merecemos.

Adaptação do texto de Dina Strada
por Martína Mädche
Martína Mädche, sou escritora do blog, sendo que este projeto busca inspirar e transformar as vidas de pessoas. Tenho familiaridade com as conversas internas que temos. Conheço pessoalmente o diálogo interno negativo que e se manifesta a vergonha em tudo: relacionamentos, comunicação, parentalidade, o caminhar da vida. Através de minhas experiências familiares e profissionais, procuro ajudar homens e mulheres a percorrerem o processo de libertar-se de suas lutas internas. Nesse blog encontrarão orientações, diversas práticas e treinamentos que visam dar apoio  em momentos de conflito e crise familiares. 
Caso precise entrar em contato: Martína Mädche
Advogada e Profissional de Ajuda.
Contato: martina.madche@gmail.com
Grupo de Apoio do face: Separei e Agora?
Comunidade: Martina.Mädche
Comunidade: Divórcio para Eles
Comunidade: Divórcio para Elas

sexta-feira, 10 de março de 2017

Traição! - Reflexões Desconfortantes!

TRAIÇÃO! 



Traição é um assunto muito delicado e a maioria tem idéias preconcebidas a esse respeito. Fato é que falamos muito em traição no nosso dia a dia. Porém devemos refletir um pouco sobre a palavra traição e no seu contexto!

Mas o que significa trair?
Traímos alguém quando fazemos algo atrás das costas de alguém com a intenção de prejudicar essa pessoa!

Mas e nos relacionamentos? Será que é de fato essa a intenção, fazer algo para prejudicar ?

Sim, existem pessoas que traem e trapaceiam apenas para fazer o outro sofrer! Mas será que isso de fato é comum? Talvez isso aconteça em 5% dos casos... Porque na maioria das vezes a traição não tem nada a ver com o parceiro que será enganado – o que é na verdade difícil de digerir! Então vamos refletir um pouco sobre isso!

Quando reclamo que meu namorado me traiu! Estou dizendo que algo aconteceu comigo, o foco da ação está em mim! Estamos falando algo sobre mim! Que o que ele e sua amante estão fazendo é para me machucar....

Isso me coloca tanto no papel da vítima, sou o personagem principal dos acontecimentos. Entretanto, na maioria das vezes, não é isso que ocorre. É bem provável que eles estejam apenas se divertindo, e sequer estão pensando em mim. Eu não sou a estrela.

Esta é a primeira verdade desconfortante e doída: O que está acontecendo entre meu parceiro e sua amante só tem a ver com os dois. Não é sobre mim.

Meu parceiro e sua amante gostam um do outro. Eles querem se relacionar intimamente. Eles o fariam mesmo se eu não existisse. E eles querem fazer isso mesmo que eu exista.

Ai, isso dói. Meu ego não gosta disso nem um pouco.

Agora, ainda há uma brecha estreita através da qual meu orgulho ferido pode escapar: posso alegar que meu namorado deveria ter me contado primeiro. Que ele não está sendo honesto comigo. Que ao me trair, ele quebrou um acordo de exclusividade sexual. Que tínhamos concordado em ser monogâmico.

Então o conflito todo é sobre a quebra de um acordo de exclusividade sexual entre vocês. Entretanto, na maioria das vezes, não prestamos muita atenção a esse acordo, não nos dedicamos a ele e o nosso papel nele. Só falamos sobre as pessoas envolvidas.

Mas e se o problema fosse com o próprio acordo? E se o acordo, e não o nosso parceiro precisava de uma revisão?

A grande maioria dos acordos de exclusividade sexual enquadra-se numa destas duas categorias (ou ambas):

Acordo implícito. Isso significa que os dois parceiros nunca falaram sobre o acordo. (Talvez eles apenas ficaram junto uma vez, e esperam exclusividade sexual a partir disso.)

Acordo eterno e inflexível. Os dois parceiros concordaram explicitamente com a exclusividade sexual, portanto fizeram um voto eterno. (Como acontece na maioria dos casamentos, por exemplo.)

Vamos recapitular: a promessa de exclusividade sexual é implícita, não dita, ou eterna, ou ambos.

Mas cada vez que seres humanos estabelecem pactos implícitos ou inflexíveis, estamos nos preparando para decepção e/ou drama.

Por quê?

Primeiro! Os acordos quando não são expressos estão sujeitos à interpretação, e ninguém se sente realmente obrigado a respeitá-los; e os acordos eternos podem parar de refletir as necessidades e desejos das pessoas envolvidas, porque as pessoas mudam.

Em algumas culturas, a esposa é obrigada a estar sexualmente disponível para o marido, o tempo todo. Esse é um acordo terrivelmente inflexível, e felizmente, está desaparecendo lentamente de nossas vidas. Quando fazemos um pacto de exclusividade no fundo temos o seguinte acordo só teremos relações íntimas entre nós dois para o resto de nossas vidas. Então estou depositando toda a minha intimidade e desejo as condições dessa parceria! Será que não no fundo o que vivemos é o que gostaríamos de exigir? Então eu exijo que sejas meu para o resto da tua vida!

Em um acordo é exigido que alguém faça amor conosco, mesmo que não queira. No outro caso, exigimos que alguém não faça amor com os outros, mesmo que eles queiram. De qualquer maneira, estamos tentando impor o comportamento sexual aos outros.

É por isso que a maioria dos acordos é uma "fraude" porque os parceiros secretamente sentem que não estão fazendo nada de errado.

Então, enquanto um parceiro se sente traído e magoado, o outro parceiro sente-se culpado e secretamente autorizado a fazer o que ele ou ela está fazendo. Uma situação dolorosa que pode dar origem a inúmeros argumentos. Fato é que ninguém realmente ganha nessa situação.

Assim…

Eis a segunda verdade desagradável:

Traição é um sinal de que um acordo precisa ser renegociado.

Claro, que a coisa certa a se fazer seria renegociar o acordo de exclusividade antes mesmo de considerar quebrá-lo. Mas na maioria das relações, não há um espaço seguro para falar sobre as necessidades sexuais e emocionais dos amantes. Renegociar acordos pode ter se tornado algo obsoleto.

Se esse espaço foi fornecido e existe, e se ambos os parceiros soubessem que tem segurança para falar sobre qualquer acordo com amor e compreensão, um monte de dor desnecessária seria evitado.

O problema é que é assustador oferecer aos nossos parceiros a possibilidade de mudar as regras do jogo quando ele ou ela precisa. Isso desafia nosso senso de segurança.

Então, aqui está um conselho prático: em um relacionamento, sempre forneça um espaço seguro para o outro parceiro renegociar as regras do jogo. A relação só se beneficiará disso. Traição não acontece quando todos os envolvidos se sentem seguros para falar sobre suas necessidades, seus sentimentos.

Ninguém pode negar que traição causa dor a todos os envolvidos (incluindo o "traidor" ). Entretanto, grande parte dessa dor vem da nossa incapacidade de estabelecer acordos claros e flexíveis com nossos parceiros.

Resumindo reconsidere o foco no uso da palavra "traição". Em vez disso, pense em um acordo que precisa de alguma atenção. Isso pode mudar completamente sua percepção e abrir as portas para uma vida amorosa mais harmoniosa.

Adaptação do texto de Raffaello Manacorda

por Martína Mädche, advogada
OAB/RS 60.281


Martína Mädche, sou fundadora do blog, sendo que este projeto busca inspirar e transformar as vidas de pessoas. Tenho familiaridade com as conversas internas que temos. Conheço pessoalmente o diálogo interno negativo que e se manifesta a vergonha em tudo: relacionamentos, comunicação, parentalidade, o caminhar da vida. Através de minhas experiências familiares e profissionais, procuro ajudar homens e mulheres a percorrerem o processo de libertar-se de suas lutas internas. Nesse blog encontrarão orientações, diversas práticas e treinamentos que visam dar apoio  em momentos de conflito e crise familiares. 


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Advogada e Profissional de Ajuda.
Contato: martina.madche@gmail.com
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Comunidade: Martina.Mädche
Comunidade: Divórcio para Eles
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