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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Disputa de guarda - Será que vale a pena?

Batalha judiciais no divórcio: será que vale a pena a luta?



Esses tempos atrás fiz uma audiência, na qual os pais estavam disputando alimentos e a guarda dos filhos. Sentamos na sala de audiência o que sê via eram duas pessoas destruídas uma em frente a outra, um juiz e um promotor indiferente e duas advogadas tentando a todo custo conseguir um acordo que não saiu... 

Quando cheguei em casa meu filho de 12 anos me olhou e perguntou mãe ganhaste o processo?

Então me perguntei de novo será que um batalhas pela guarda valem a pena?

Esta semana fui contratada por uma cliente para fazermos sua separação. Em sua primeira consulta sentamos para discutirmos um acordo de separação. Depois de discutir detalhes do caso, em particular a personalidade e o perfil financeiro do seu ex, sentei com ela para vermos a nossa estratégia.

"Expliquei para ela que ela poderia não ganhar a guarda de seu filho e a aconselhei a entregar a guarda para seu ex, ou então permitir a guarda compartilhada com residência com ele.

"Eu não posso!" Disse-me ofegante. - Não posso desistir da guarda do meu filho!

Apenas sorri com paciência.

"Você realmente acha que o juiz iria tirar minha guarda?" Ela então perguntou. "Se apenas mães drogadas, viciada em crack perderiam a guarda?"

Então ela me questionou sobre o que todos pesam no direito de família:

"Não vamos ao Tribunal na área de família para obter justiça. Vamos para buscar respostas. "

Ela ficou contrariada com meu questionamento. Então me perguntou com sinceridade, já que sou especialista em relações de de divórcio com alto conflito, sobre a real situação dela.

"Então disse que faria uma pergunta que faço à todos os meus clientes nessa situação: "Qual é o teu pior pesadelo que achas que poderias viver?"

"O que? O que isso significa?", me questionou ela.

Ela me deu o mesmo sorriso paciente que Sidney fez.

"Pensa no pior pesadelo com o qual você possa viver. Porque isso é o que te espera em um tribunal. Qual teu sentimento hoje concordando com teu ex ?"

Ela não gostou da resposta, nem mesmo das respostas recebidas por todos os advogados que ela havia consultado.

"Seu Ex tinha muito dinheiro e ele é o tipo de cara que não encerra uma luta. Se receber um lado ou uma sentença contrária ele não para ele vai até o fim estaríamos falando de um processo que poderia perdurar por anos. Então avaliamos as consequência de jogar a toalha. Agora."

Ela relutou por horas, pois agora que eu estava no ringue, não estava preparada para tirar minhas luvas.

Então chamei uma psicóloga forense que algumas vezes contrato para avaliarmos a situação da guarda. Então sentamos junta e chegamos no acordo que a proposta seria de guarda compartilhada, com residência na casa do pai, como havia sugerido, considerando as condições que ambos tinham.

Mas desta vez, mostramos através da constelação familiar as posições em que as partes se encontravam e por fim, percebemos que o movimento mais inteligente seria entregar ao Príncipe o que ele quer. 

"Você deve dar ao Príncipe tudo o que ele quer."

"Eu não posso!" disse-me aos prantos.

Descrevi para ela, novamente o que as batalhas de guarda fazem com as pessoas. Financeiramente, psicologicamente. E no caso particular dela, no final do dia, não tínhamos certeza do que iria conseguir.

- Não confio nele - disse ela. "Ele irá praticar alienação e ele é preguiçoso."

Depois de um tempo... sentamos e mostrei para ela a foto de seu filho e perguntei o que ela percebia até então. Luca estava sendo devastado no fogo cruzado entre seus pais. Então ela espontaneamente resolveu me permitir fazer a proposta ao seu Ex ele teria essencialmente a guarda do Luca e - devido à sua incapacidade de se sustentar por hora - também estaria liberada do pagamento de alimentos.

Sei que ela estava oficialmente vivendo o pior pesadelo que eu poderia imaginar.

Posteriormente, quando a vida segui em frente ela olhou na retrospectiva, que o conselho que tinha sido impossível de suportar era o melhor conselho que havia recebido. Percebeu que estava lutando uma batalha que não poderia ganhar, e ela encerrou a discórdia antes mesmo do sangue escorrer.

Ironicamente, após ter dado a guarda do seu filho ao Príncipe, ele mesmo o trouxe de volta. Não sei se podemos afirmar se foi carma. No momento que ela desistiu da briga, a equação mudou e o Príncipe percebeu que ele não poderia lidar com Luca sozinho, e Luca percebeu que não era tão ruim afinal ter duas casas e morar com a mãe, mesmo em um lugar mais simples.

E eu? Não sei honestamente quem "ganhou" ou "perdeu". O que aprendi é que devemos nos afastar dessa luta tóxica na qual muitas vezes ficamos trancados desde o início do casamento. Não aconselho muito as mãe abrirem mão da guarda mas nesse caso considerando a situação financeiramente foi libertador: O Príncipe perdeu sua fonte de poder e ela não teve que rastejar para se defender.

No final, ela reconstruiu seu relacionamento com seu filho que estava desgastado pela interferência do pai, hoje já é fácil para ela olhar para trás e dizer que a batalha não valia a pena. Há momentos em que os pais têm de lutar: principalmente quando houver algum tipo de abuso ou quando esse outro pai é sociopata.

Ausente estas circunstâncias, não tenho certeza de que qualquer litígio judicial valha a pena. As crianças serão sempre o vórtice de conflito e o mais poderoso geralmente é o vencedor, mas o custo é a saúde mental de todos.

Só depois de muito estudo e observação podemos chegar a essa conclusão. Então se você estiver em meio a uma batalha judicial pela guarda de seus filhos se pergunte:

Nessa luta, quem irá ganhar ?

por Martína Mädche, sou escritora do blog, sendo que este projeto busca inspirar e transformar as vidas de pessoas. Tenho familiaridade com as conversas internas que temos. Conheço pessoalmente o diálogo interno negativo que e se manifesta a vergonha em tudo: relacionamentos, comunicação, parentalidade, o caminhar da vida. Através de minhas experiências familiares e profissionais, procuro ajudar homens e mulheres a percorrerem o processo de libertar-se de suas lutas internas. Nesse blog encontrarão orientações, diversas práticas e treinamentos que visam dar apoio  em momentos de conflito e crise familiares. 

Caso precise entrar em contato: Martína Mädche
Advogada e Profissional de Ajuda.
Contato: martina.madche@gmail.com
Grupo de Apoio do face: Separei e Agora?
Comunidade: Martina.Mädche
Comunidade: Divórcio para Eles
Comunidade: Divórcio para Elas

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

PAI DIVORCIADO – FERRAMENTAS DE SOBREVIVÊNCIA

A batalha do divórcio

Estou a algum tempo divorciada, durante este período, cometi erros e vi meu ex errando. Todos acertam e erram quando enfrentamos novos caminhos, sobreviver na adversidade é um desafio e tanto. Não posso escrever sobre o lado dele, mas posso escrever sobre o que venho observando ao longo dos anos na minha experiência pessoal e profissional na área de direito de família. Então decidi compartilhar algumas ferramentas para esta nova fase!

Ferramentas para pais divorciandos:

Primeira Ferramenta: Visão!

Martína Mädche
Reconhecer o novo terreno! Veja o que é preciso fazer! Primeiro passo para enfrentar um momento de crise é o olhar e reconhecer. Aprenda a pisar neste novo terreno. Saiba que o divórcio veio para tirar você da zona de conforto. Há uma necessidade de um novo olhar para sua vida! Quais são seus desafios? O que me espera? Como será o convive com meus filhos? Quais são as necessidades dos seus filhos? Onde vou morar? Com quem posso contar? Quanto vai me custar a separação? O que me sobra do meu salário? Como será minha separação? Como é o processo? Como ficam os bens? E as dívidas? Como meus filhos vão viver? Com quem vão viver? São muitos aspectos que precisam de respostas urgentes! Liste seus enfrentamentos e depois vá em busca de respostas!

Segunda Ferramenta: Planejamento

Martína Mädche
Metas e desafios: Então, agora já tens uma noção do futuro! O próximo passo é como enfrentar? O que é preciso providenciar? Saiba que estás prestes a mergulhar em um dos maiores desafios de sua vida! Portanto o planejamento é fundamental! É necessário buscar armas e ferramentas! Procure se familiarizar com aspectos legais do divórcio! Planeje a forma como será seu relacionamento com seus filhos e sua ex! Crie suas metas e propósitos de forma realista! Sendo sua primeira e principal menta: SEUS FILHOS! Segunda: VOCÊ! 

Quanto ao aspecto filho, quero abrir um parenteses! É mito achar que as crianças são resistentes e irão se adaptar a qualquer coisa! É história para boi dormir achar que 15 min de convivência feliz com seus filhos é suficiente! As necessidades dos seus filhos não podem ser colocadas em segundo plano durante o processo de divórcio. 

Terceira Ferramenta: Comunicação: 

Martína Mädche
Saiba que será necessário trabalhar na comunicação com sua ex-esposa e com seus filhos! Todo o processo do divórcio será pautado na forma com que vocês se comunicam! Encontre algum veículo de comunicação! Pode ser e-mail, telefone, mensagens enfim é necessário dialogar para construírem uma nova forma de existir em família!

Saiba, as pessoas que ficam atentas a comunicação conseguem enfrentar melhor o divórcio! As regras devem ser claras! Neste momento é necessário poder confiar que ambos terão seus filhos como prioridade! Portanto, sejam honestos para encontrar um caminho para o bem-estar dos filhos! Não importa o quanto estão magoadas, isto cada um terá que administrar de alguma forma, mas a honestidade deve prevalecer para o bem-estar dos filhos!

Lembre-se por mais raiva e mágoa que você tenha em relação ao seu ex, ele é pai/mãe de seus filhos e nunca deixará de ser! Vocês terão um vínculo para o resta da vida! Aprenda a lidar com seus sentimentos! 

O que responder quando as crianças perguntam?
Quando um pai “abandona” ou “ignora” um filho a criança perde a confiança nele! É preciso ficar atento as necessidades das crianças. É hora de investir ainda mais na comunicação entre vocês! Compartilhe com seus filhos seus sentimentos e preocupações na medida da compreensão destes! Segure seu filho quando ele / ela chora, diga que você compreende e se você concorda com o que eles estão sentindo. 

Assim, como seus amigos tomarão partido na separação, seus filhos também podem escolher um lado para favorecer um dos pais! Não é incomum as crianças favorecerem um dos pais durante um divórcio, aprenda a lidar com este desafio, procure informação e ferramentas!

Assim, como você seus filhos enfrentarão uma enxurrada de emoções! Eles experimentam, confusão, medo, raiva, abandono, tristeza assim como qualquer pessoa que enfrenta o divórcio. Por esta razão, o seu filho pode ficar mais agressivo. É comum as crianças ficarem mais explosivas, e ofensivas. Criança também perda a compreensão e razão. Outros ficam mais introspectivos e tristes! Observe as reações de seu filho. Eles são reflexo da confusão mental dos adultos!

Permita que seu filho desabafe seus sentimentos sobre o divórcio. Tenha muitas doses de paciência! Ele também está sofrendo. As crianças também ficam confusas! Na medida que você se aproxima dos sentimentos dos seus filhos, significa que você está construindo confiança. Cada momento e sentimento compartilhado é um tijolo na sua base familiar. Uma criança que confia em um pai também valoriza a relação com esse pai. A partir desta relação de cumplicidade, terás a confiança de teu filho. É isto que seu filho precisa para crescer seguro e confiante. 

Quarta Ferramenta: NEGOCIAÇÃO

Esteja dispostos a negociar: Como havia falado, você terá que encontrar uma nova forma de se relacionar seja com seus filhos ou com sua ex! Então, o primeiro passo é aprender uma das ferramentas indispensáveis para o novo agir a NEGOCIAÇÃO. Você não só terá que negociar aspectos legais, como um acordo de divórcio, mas será necessário negociar e ajustar o futuro de vocês! Nenhum acordo judicial resolve os aspectos cotidianos das relações familiares! Portanto, terás muitos anos de negociação pela frente. Primeiramente, sugiro contratar um mediador este é um recurso que será recompensado, já que evita um processo judicial exaustivo e longo. Sendo a opção pela pacificação faz com que a família reconstrua sua vida com mais facilidade. Caso não tenham recursos financeiros encontrem alguém de confianças para mediar o diálogo, há muitos aspectos que precisam ser negociados. 

Este é o momento de negociar como será construída a relação familiar daqui para frente! Como será a vida de seus filhos! Quais aspectos devem ser levados em conta! Formação emocional, espiritual, questões financeiras, alimentação... tudo que envolvem as crianças devem ser ponderados neste momento! Onde as crianças vão residir! Saiba que a busca deve ser por um equilíbrio no relacionamento! Como cada um dos pais poderá participar ao máximo na vida dos filhos? Estas são algumas bases para iniciar a negociação! Lembrando que a prioridade são as crianças. Elabore um cronograma e negocie o tempo que você pode obter. É necessário planejamento, sem contudo deixar a flexibilidade de ambos de lado!

Quinta Ferramenta: Ajuda 

Esteja aberto para pedir ajuda ou fazer terapia: Não descarte a possibilidade de procurar uma ajuda de um profissional, seja um coach ou um terapeuta. São muitos aspectos que devem ser levados em consideração. São poucos homens que buscam um profissional de ajuda, ou até um livro de ajuda, a maioria guarda seus sentimentos para si e fica lambendo as feridas. Não é a melhor opção para seguir em frente. Um aconselhamento para enfrentar o divórcio é fundamental para melhorar e facilitar o seu andar neste terreno obscuro. Uma pessoa que já tem uma visão de seus enfrentamentos poderá ajudar a construir uma boa relação com seus filhos e a reconstruir sua nova vida.
Boa Sorte, Martína Mädche

Estas páginas são elaboradas para apoiar, ajudar a curar, superar e seguir em frente!
Caso precise entrar em contato: Martína Mädche
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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Alienação Parental: Quando o "melhor interesse da crianças" falha!

Alienação Parental: Quando o "melhor interesse da crianças" falha!

Hoje temos uma excepcional taxa de divórcios, uma taxa que se aproxima de 57% de todos os casamentos, pesquisadores e profissionais que apóiam crianças  estão ficando preocupados com os efeitos do divórcio sobre as crianças. Vários estudos foram realizados para avaliar as conseqüências do divórcio sobre as crianças.
Uma estatística alarmante decorrente da pesquisa sugere que, por causa do divórcio, dois terços dos seus filhos estão sujeitos a todos os tipos de acidentes, incluindo abuso de drogas e álcool, problemas na escola, distúrbios psiquiátricos e comportamentais, atividades criminosas, relacionamentos problemáticos e / ou adultos com dificuldades de relações interpessoais.
Um dado relevante é achar que crianças geradas fora do casamento têm risco ainda maior, mas isto é falso, os pesquisadores afirmaram o contrário. Estes pesquisadores afirmaram que as conseqüências prejudiciais para as crianças não surgem do divórcio em si, mas sim de como os pais lidam com o divórcio.
Ou seja, se os pais conseguem proteger seus filhos do conflito conjugal e das hostilidades e, simultaneamente, buscam manter um relacionamento respeitoso após a separação. Então seus filhos podem vir a ter um desenvolvimento tão favorável quanto às crianças que permanecem com os dois pais casados e felizes. Na verdade, a pesquisa confirma, ainda, que as crianças cujos pais permanecem juntos, mas em um ambiente familiar hostil estas sofrem das mesmas conseqüências que um divórcio litigioso e hostil.

As pesquisas evidenciam e confirmam que os efeitos negativos sobre as crianças decorrem de um relacionamento ruim entre seus pais não importa se isto ocorre dentro ou fora do casamento. A relação entre pais e filhos passa a ter efeitos negativos emocionais, quando há uma relação triangular, com o fracasso dos pais e a alienação parental, e quando ocorre uma minimização ou ausência de um dos pais, ou seja, quando um dos pais deixa de atuar como pai passando a ter um sub-envolvimento.


Em seu estudo pioneiro,  Wallerstein e Kelly (1980) validou esta distinção importante quando afirmou:

"A principal conclusão a respeito dos efeitos do divórcio é que as relações com a família pós-divórcio é provável que governam os resultados de longo prazo para crianças e adolescentes.Simplificando, o perigo central que o divórcio representa para a saúde psicológica e desenvolvimento de crianças e adolescentes está na parentalidade diminuída ou interrompida, que tantas vezes segue na esteira da ruptura e que pode tornar-se consolidou no seio da família pós-divórcio.


Assim, quando o divórcio é realizado cuidadosamente, onde eles [os pais] fizeram acordos para manter um bom relacionamento entre pais e filhos com ambos os pais, em seguida, as crianças não são propensas a sofrer interferência no desenvolvimento ou sofrimento psicológico duradouro.

Em contra partida, se o divórcio é realizado principalmente como uma decisão unilateral, onde haja uma postura em que um dos pais humilha, irrita ou entristece o outro e estes sentimentos continuam a dominar o relacionamento após-divórcio dos parceiros as crianças são pouco apoiadas e mal informadas sendo levados a ter que optarem entre os pais para atuarem em batalhas contínuas e vistas como extensões dos adultos, então, o resultado mais provável para as crianças é a interferência de desenvolvimento e depressão ".
Embora os autores concluíssem que o prognóstico favorável para as crianças do divórcio depende de uma relação de parentesco civilizada, eles ainda determinaram que, tragicamente, apenas 5% dos casais em seu estudo foram capazes de conseguir isso.
Os psiquiatras que fundaram o movimento de terapia familiar documentaram esse padrão disfuncional na interação familiar no início dos anos 50 ao observar seus pacientes psiquiátricos na enfermaria do hospital durante as visitas com suas famílias.
Por exemplo, o psiquiatra Murray Bowen (1978), classificou como um "triângulo patológico." Na verdade, ele estava tão convencido de que essa triangulação criada é que causava os sintomas das crianças, a ponto que quando havia a internação hospitalar de uma criança era necessário hospitalizar a família inteira! Wallerstein e Kelly descreveram este padrão de interação familiar como "o alinhamento hostil da criança e um dos pais contra o outro progenitor" (p. 99).
Hoje temos estudos que 80% das crianças submetidas a um divórcio tornam enredados em algum grau na hostilidade entre seus pais. Hoje se pode dizer que a sociedade, falha como um todo na proteção das crianças “divorciadas”. Nem mesmo a lei da guarda compartilhada, que deveria ajudar na melhora da relação entre os pais divorciados, conseguiu proteger as crianças desta triangulação. A intenção desta foi fazer com que o “pai” estivesse presente de uma forma mais ativa, entretanto, hoje podemos concluir que os problemas emocionais gerados não são abrangidos por esta lei.
Eu sustento que nosso modelo legal de resolução de questões da guarda infantil que geram a escolha de um dos pais em detrimento do outro não serve ao melhor interesse da criança, na grande maioria dos casos, exceto nos casos em que um pai gera risco para a criança.
Hoje eu afirmo, com base em estudos clínicos e jurídicos com crianças e famílias, que o padrão de "o melhor interesse da criança" é profundamente falho porque ele não reconhece e requerem cada um dos pais a ser igualmente importante para a criança.
É, ao contrário, um produto do sistema acusatório, pois ele se baseia na crença de que uma seleção deve ser feita entre os dois pais a respeito de quem seria o pai residencial melhor, sendo o responsável primário e tomador de decisões para a criança, enquanto o outro progenitor é concedido o direito de visitação limitado.

Este processo de seleção é prejudicial e transmite aos pais que eles têm a opção de rejeitar a parentalidade, além disto a crianças fica no aguarda de uma decisão de que será melhor para ela. Gerando um estado de insegurança e de ansiedade até uma decisão futura.

É necessário um estudo urgente destas questões, pois enquanto isto as crianças ficam vivenciando inúmeras agressões entre os adultos.

Boa sorte a todos!

Martína

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

O que esperar de um ex-cônjuge irritado durante as negociações de um acordo de divórcio

O que esperar de um ex-cônjuge irritado durante as negociações de um acordo de divórcio


Como o seu cônjuge se comporta durante a negociação da separação. terá um impacto direto sobre se haverá ou não um acordo justo, a menos, claro, se você faça uma negociação orientada e dirigida.

Vou usar minha experiência pessoal com o divórcio como exemplo neste artigo. Durante nosso casamento eu tinha certas expectativas em relação ao meu marido, quando fiz o divórcio tinha ainda em mente uma impressão antiga dele o que foi um GRANDE ERRO!
Eu sabia que meu marido era um homem gentil, atencioso e respeitoso. Eu pensei que os traços de caráter desempenhariam um papel fundamental na forma como seria resolvida nossas vidas durante a separação. Claro que eu não consegui ajustar a minha separação de acordo com o que eu esperaria dele. Não consegui proteger os meus direitos de acordo com a minha capacidade.
Durante um casamento sentimos um senso de responsabilidade para o bem-estar de um dos cônjuges. Para alguns o divórcio tira aquela sensação de responsabilidade e a pessoa passa para a proteção de seus próprios interesses em detrimento dos outros.
Se você quer sair de um divórcio com uma solução equitativa você precisa refletir como o seu cônjuge irá se “defender”, como será a posição dele em relação às discussões que serão abordadas. Só porque o seu cônjuge não foi agressivo durante o casamento não significa que não será durante o divórcio.

Comportamentos que podem prever as estratégias legais que seu cônjuge usará:

·         Poder Financeiro durante o casamento:
Você cogitou que seu ex poderia esconder ou desviar dinheiro da sua família?
Quem tinha o salário maior durante o casamento? Que tipo de aplicações havia? Que tipo de ganhos? Quais conexões financeiras são possíveis? Será que seu ex já contratou uma orientação judicial?
Se o seu cônjuge foi o único com o poder durante o casamento, no divórcio isto dificilmente vai mudar, pois ninguém está disposto a abrir mão dele. Não duvide que o ex irritado é capaz de usar do seu poder para manipular a situação financeira e emocional.
Se o seu cônjuge não tem muito dinheiro, mas contrata um grande nome advogado renomeado na área de família é mais do que provável que ele / ela está se preparando para litigar até a morte. Se for possível, você deve armar-se com o mesmo arsenal legal e atitude.
·         Instabilidade emocional:
Uma pessoa emocionalmente instável pode ser sim perigosa. Se o seu cônjuge não é capaz de lidar com as emoções negativas para usar a lógica, durante este tempo, então, orientamos você para tomar mais cuidados. Você terá que levar em consideração que você está tentando negociar questões financeiras com alguém que não está agindo racionalmente.
Nesta situação orientamos que além de consultar um advogado na área de família, você consulte um psicólogo que é capaz de ajudá-lo a compreender os comportamentos irracionais de seu cônjuge.
·         Seu esposo quer um divórcio neste instante:
Aqui está um exemplo da separação imediata. Se sua esposa está tendo um caso , ele / ela está apaixonado e quer construir uma nova vida com o novo interesse amoroso. Nestes casos, um dos cônjuges pode querer a separação o mais rápido possível.
Por outro lado, o cônjuge que foi deixado para trás para o novo amor pode tentar arrastar o processo de divórcio, arrastando o processo por meio de litígios. Em alguns casos, o desejo de um cônjuge para avançar rapidamente pode ser usado contra ele.

É bom se preparar estrategicamente para o divórcio com base em comportamentos que você está vendo em seu cônjuge. Se o seu cônjuge está se comportando como um inimigo você precisa parar e pensar em suas estratégias para enfrentar esta separação.
Por favor, se puder deixe um comentário, sobre o que gostaria que eu escrevesse ou se gostaste do assuntos abordado, obrigada.
Boa Sorte
Martina


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Ponderações para negociar com um ex irritado


Ponderações para negociar com um ex irritado 

Conhecimento e consciência é a chave para a negociação bem sucedida de um acordo em um divórcio.
Minha experiência mostra que o” ex raivoso” normalmente sai bem sucedido em uma negociação. Por quê? Normalmente, ele está disposto a pagar um alto preço por um advogado e usa de todos os recursos para punir quem o machucou, e para tanto usa todos os recursos disponíveis no sistema judicial.

O Advogado não deve incentivar o cliente a agir com atitudes raivosas, devendo orientar o cliente a manter a civilidade, mostrando os prejuízos das relações de inimizade. Entretanto, quando estamos lindando com uma separação litigiosa é importante estar alerta e prestar muita atenção.

Ocorre que em uma situação em que o ex está bastante ferido deve-se ter muita atenção à forma como o ex está escolhendo para "defender-se" durante o processo de divórcio. Procurar orientação ajuda a entender que a raiva é uma emoção secundária que abrange sentimentos de abandono, medo, perda, vergonha ou culpa, para citar alguns.

É comum as pessoas que reagem com emoções negativas usem de todas as alternativas legais para recuperar uma sensação de poder. Estar ciente do que impulsiona o seu mau comportamento pode lhe ajudar a se proteger legalmente, podendo se formular respostas adequadas ao seu comportamento.

A separação é considerada a segunda maior pressões da vida, seguindo apenas da morte de um filho ou cônjuge, na lista de 43 eventos mais estressantes.

O estresse e a raiva que seu ex está sentindo irão impactar diretamente em qualquer negociação de seu processo judicial e na condução da sua separação. Você deve se preparar para responder adequadamente a estas questões.


Boa Sorte, 

Martína