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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

O processo de separação não é um divórcio justo! - Uma reflexão sobre o divórcio e a justiça!

Um divórcio justo não é um processo legal



O divórcio deve ser um processo de desacoplamento de separação física dentro disso há um componente legal, entre outros.

A ação de separação ou de divórcio não deve ser um processo legal injusto. Na verdade o fim do processo de divórcio é estabelecer o marco da separação do casal, partilhar os bens quando necessário e regulamentar a vida dos filhos se houver a partir daí.

Agora, o que acontece quando nos divorciamos? Sentimos-nos tristes, decepcionados, desiludidos, irritados e com medo do que está por vir. Nossas maiores preocupações são sobre como pagar um divórcio e nos sentimos preocupados com a perda de todos os nossos amigos e tudo o que consideramos valioso. Temos gerações de pessoas que não conseguem superar a devastação de seu divórcio e não conseguem se recuperar da posição empobrecida na qual terminaram.

Tudo o que descrevi acima são sentimentos (emoções) baseados em nossos piores medos e é aí que nosso foco deve ser ao se divorciar - não para explorá-los, mas sim para enfrentá-los com compaixão.

Consideremos isso por um momento: se eu decidir seguir a rota legal tradicional para o divórcio, começo por acusar meu esposo de algumas coisas e fazer minhas próprias alegações subjetivas para validar minhas acusações. Então, eu desafio meu parceiro a se defender ou admitir que ele estava errado, no tribunal. Quem neste mundo não vai se irritar e se defender com veemência? Então, em defesa, ele me acusa de certas coisas e acrescenta suas próprias reivindicações subjetivas para validar suas acusações.
Nós declaramos a guerra.O litígio começou…

A única maneira de acabar com qualquer a guerra é uma das partes aniquilar, arruinar ou matar o oponente ou que ambas as partes declarem um cessar-fogo e concordem em negociar termos razoáveis que ambos estarão dispostos e capazes de aderir. O custo da guerra é tremendo e nunca é sem perdas e grandes perdas de ambos os lados.

O litígio é acrimonioso por natureza, porque se baseia no princípio de discutir e vencer disputas a todo o custo. A mediação, no entanto, baseia-se no princípio da avaliação e reconciliação de disputas no melhor interesse de todas as partes.

Nós sabemos o que é melhor para nós mesmos, portanto, o ponto de partida deve ser a mediação, onde as necessidades (e medos) de todos envolvidos ou afetados pelo divórcio são determinadas em primeiro lugar. Desta forma, podemos manter o controle da situação em nós e gerenciá-lo de acordo em um processo colaborativo. Não há necessidade de entregar tudo para terceiros que terão que organizar e decidir a minha vida e da minha família por mim, sem minha participação ou consentimento.

Ao analisar essas necessidades, torna-se evidente que conselhos, suporte e serviços são necessários para a nossa situação que sempre é única. Cada família é uma família única, portanto soluções preconcebidas não resolvem problemas de família. Alguém pode precisar de terapia ou suporte emocional para chegar a um acordo com a situação ou orientação parental para aprender a apoiar as crianças através desses eventos que mudam a vida. Podemos exigir conselhos financeiros sobre a reestruturação de nossos ativos e passivos para garantir nossa riqueza adquirida e sobreviver diariamente. O acesso para garantir que nossas ideias e planos sejam legalmente compatíveis também é necessário. Será necessário uma variedade de serviços para lidar com os aspectos práticos imediatos da re-locação, dividir as famílias, compartilhar responsabilidades, ser co-parentes onde as crianças estão envolvidas, etc.

Torna-se uma curva de aprendizado à medida que descobrimos os limites e as expectativas dos outros. Nós consultamos e colaboramos com vários especialistas, enquanto negociamos o melhor cenário possível para o caminho a seguir.

Tudo o que geralmente é necessário para formalizar um divórcio, é um acordo de liquidação e um plano de parentalidade se tivermos filhos. Uma vez que os documentos relevantes estão no formato legal correto, eles podem ser submetidos ao tribunal para aprovação.

No entanto, o processo de divórcio não está concluído até que todos os termos do acordo de liquidação tenham sido executados e estiverem satisfeitos por  todas as partes envolvidas. Os especialistas que foram convocados durante o processo colaborativo continuarão envolvidos até que tudo seja finalizado. Só então, as necessidades de todos os envolvidos no divórcio foram totalmente atendidas e o medo diminuirá.

Embora tenhamos que fazer várias mudanças em nosso estilo de vida e circunstâncias, nos sentimos felizes, contentes, seguros e entusiasmados com o futuro.

O Divórcio justo não é um processo controlado pelo sistema legal - é a Propriedade e o Gerenciamento Colaborativo da dissolução de um casamento, pelas próprias Partes.

por Martína Mädche, sou escritora do blog, sendo que este projeto busca inspirar e transformar as vidas de pessoas. Tenho familiaridade com as conversas internas que temos. Conheço pessoalmente o diálogo interno negativo que e se manifesta a vergonha em tudo: relacionamentos, comunicação, parentalidade, o caminhar da vida. Através de minhas experiências familiares e profissionais, procuro ajudar homens e mulheres a percorrerem o processo de libertar-se de suas lutas internas. Nesse blog encontrarão orientações, diversas práticas e treinamentos que visam dar apoio  em momentos de conflito e crise familiares. 

Caso precise entrar em contato: Martína Mädche
Advogada e Profissional de Ajuda.
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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Disputa de guarda - Será que vale a pena?

Batalha judiciais no divórcio: será que vale a pena a luta?



Esses tempos atrás fiz uma audiência, na qual os pais estavam disputando alimentos e a guarda dos filhos. Sentamos na sala de audiência o que sê via eram duas pessoas destruídas uma em frente a outra, um juiz e um promotor indiferente e duas advogadas tentando a todo custo conseguir um acordo que não saiu... 

Quando cheguei em casa meu filho de 12 anos me olhou e perguntou mãe ganhaste o processo?

Então me perguntei de novo será que um batalhas pela guarda valem a pena?

Esta semana fui contratada por uma cliente para fazermos sua separação. Em sua primeira consulta sentamos para discutirmos um acordo de separação. Depois de discutir detalhes do caso, em particular a personalidade e o perfil financeiro do seu ex, sentei com ela para vermos a nossa estratégia.

"Expliquei para ela que ela poderia não ganhar a guarda de seu filho e a aconselhei a entregar a guarda para seu ex, ou então permitir a guarda compartilhada com residência com ele.

"Eu não posso!" Disse-me ofegante. - Não posso desistir da guarda do meu filho!

Apenas sorri com paciência.

"Você realmente acha que o juiz iria tirar minha guarda?" Ela então perguntou. "Se apenas mães drogadas, viciada em crack perderiam a guarda?"

Então ela me questionou sobre o que todos pesam no direito de família:

"Não vamos ao Tribunal na área de família para obter justiça. Vamos para buscar respostas. "

Ela ficou contrariada com meu questionamento. Então me perguntou com sinceridade, já que sou especialista em relações de de divórcio com alto conflito, sobre a real situação dela.

"Então disse que faria uma pergunta que faço à todos os meus clientes nessa situação: "Qual é o teu pior pesadelo que achas que poderias viver?"

"O que? O que isso significa?", me questionou ela.

Ela me deu o mesmo sorriso paciente que Sidney fez.

"Pensa no pior pesadelo com o qual você possa viver. Porque isso é o que te espera em um tribunal. Qual teu sentimento hoje concordando com teu ex ?"

Ela não gostou da resposta, nem mesmo das respostas recebidas por todos os advogados que ela havia consultado.

"Seu Ex tinha muito dinheiro e ele é o tipo de cara que não encerra uma luta. Se receber um lado ou uma sentença contrária ele não para ele vai até o fim estaríamos falando de um processo que poderia perdurar por anos. Então avaliamos as consequência de jogar a toalha. Agora."

Ela relutou por horas, pois agora que eu estava no ringue, não estava preparada para tirar minhas luvas.

Então chamei uma psicóloga forense que algumas vezes contrato para avaliarmos a situação da guarda. Então sentamos junta e chegamos no acordo que a proposta seria de guarda compartilhada, com residência na casa do pai, como havia sugerido, considerando as condições que ambos tinham.

Mas desta vez, mostramos através da constelação familiar as posições em que as partes se encontravam e por fim, percebemos que o movimento mais inteligente seria entregar ao Príncipe o que ele quer. 

"Você deve dar ao Príncipe tudo o que ele quer."

"Eu não posso!" disse-me aos prantos.

Descrevi para ela, novamente o que as batalhas de guarda fazem com as pessoas. Financeiramente, psicologicamente. E no caso particular dela, no final do dia, não tínhamos certeza do que iria conseguir.

- Não confio nele - disse ela. "Ele irá praticar alienação e ele é preguiçoso."

Depois de um tempo... sentamos e mostrei para ela a foto de seu filho e perguntei o que ela percebia até então. Luca estava sendo devastado no fogo cruzado entre seus pais. Então ela espontaneamente resolveu me permitir fazer a proposta ao seu Ex ele teria essencialmente a guarda do Luca e - devido à sua incapacidade de se sustentar por hora - também estaria liberada do pagamento de alimentos.

Sei que ela estava oficialmente vivendo o pior pesadelo que eu poderia imaginar.

Posteriormente, quando a vida segui em frente ela olhou na retrospectiva, que o conselho que tinha sido impossível de suportar era o melhor conselho que havia recebido. Percebeu que estava lutando uma batalha que não poderia ganhar, e ela encerrou a discórdia antes mesmo do sangue escorrer.

Ironicamente, após ter dado a guarda do seu filho ao Príncipe, ele mesmo o trouxe de volta. Não sei se podemos afirmar se foi carma. No momento que ela desistiu da briga, a equação mudou e o Príncipe percebeu que ele não poderia lidar com Luca sozinho, e Luca percebeu que não era tão ruim afinal ter duas casas e morar com a mãe, mesmo em um lugar mais simples.

E eu? Não sei honestamente quem "ganhou" ou "perdeu". O que aprendi é que devemos nos afastar dessa luta tóxica na qual muitas vezes ficamos trancados desde o início do casamento. Não aconselho muito as mãe abrirem mão da guarda mas nesse caso considerando a situação financeiramente foi libertador: O Príncipe perdeu sua fonte de poder e ela não teve que rastejar para se defender.

No final, ela reconstruiu seu relacionamento com seu filho que estava desgastado pela interferência do pai, hoje já é fácil para ela olhar para trás e dizer que a batalha não valia a pena. Há momentos em que os pais têm de lutar: principalmente quando houver algum tipo de abuso ou quando esse outro pai é sociopata.

Ausente estas circunstâncias, não tenho certeza de que qualquer litígio judicial valha a pena. As crianças serão sempre o vórtice de conflito e o mais poderoso geralmente é o vencedor, mas o custo é a saúde mental de todos.

Só depois de muito estudo e observação podemos chegar a essa conclusão. Então se você estiver em meio a uma batalha judicial pela guarda de seus filhos se pergunte:

Nessa luta, quem irá ganhar ?

por Martína Mädche, sou escritora do blog, sendo que este projeto busca inspirar e transformar as vidas de pessoas. Tenho familiaridade com as conversas internas que temos. Conheço pessoalmente o diálogo interno negativo que e se manifesta a vergonha em tudo: relacionamentos, comunicação, parentalidade, o caminhar da vida. Através de minhas experiências familiares e profissionais, procuro ajudar homens e mulheres a percorrerem o processo de libertar-se de suas lutas internas. Nesse blog encontrarão orientações, diversas práticas e treinamentos que visam dar apoio  em momentos de conflito e crise familiares. 

Caso precise entrar em contato: Martína Mädche
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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

O que é um Divórcio Coolaborativo/Cooperativo?

Quando chegamos a conclusão que a única alternativa é o divórcio, o melhor a se fazer é consultar um advogado. Neste post, quero falar um pouco das formas como trabalho com meus clientes o momento da separação. Temos algumas alternativas na hora da separação. 

Há casos, no qual a única alternativa é a optar por um divórcio litigioso. O divórcio litigioso via de regra envolve questões de violência doméstica ou diversas formas de abuso entre outras. 

Outra opção seria a mediação, onde uma das partes aceita o acordo entabulado pela outra, e a partir dali ambos seguem com suas vidas. 

A terceira opção que ofereço é o divórcio cooperativo, é uma nova modalidade sobre como podemos realizar o procedimento da separação. Trata-se de um conceito que veio dos Estados Unidos. Após anos de pesquisas constatou-se que nem a mediação e muito menos o divórcio litigioso, resolviam as questões envolvidas na separação, pois não era um procedimento construído pelo casal e sim imposto.

Por isto, trago esta nova modalidade no proceder. É um conceito novo oferecido para clientes que queiram pensar em uma alternativa para o processo de separação. Quando falamos em divórcio cooperativo, falamos em uma maneira menos invasiva e conflituosa na hora de negociar a forma como o ex-casal irá se relacionar no futuro, onde ambos em conjunto estabelecem regras e acordos, para que haja menos rancor e conflitos.

O divórcio colaborativo é em suma uma negociação respeitosa que será realizada via de regra em 4 etapas. Nestas quatro etapas buscasse auxiliar e criar um clima de negociação não confrontacional, na qual o compromisso é um acordo de convivência, além da partilha patrimonial. Sua finalidade é ajudar as partes a minimizar o tempo, a dor e o custo, além de evitar a destruição emocional que um divórcio litigioso carrega.

A sua estrutura apresenta  de uma maneira sensível e eficaz as posições de cada um dos envolvidos, sendo que se não houver condições de se celebrar um acordo no modelo cooperativo não é proibido que cada uma das partes contrate um advogado para discutir a questão perante um tribunal e lá litigar por seus direitos.

No divórcio Cooperativo as partes assinam um Acordo de Participação em que se comprometem a:

  • Ouvirem as preocupações de seu cônjuge, para tentar manter uma mente aberta;
  • Permitam que o seu parceiro tenha uma visão diferente se abstendo de tentar mudá-la;
  • Aceitem  que seu cônjuge tenha seu modo de pensar, sendo ouvido e respeitado para o bem maior de todos;
  • Abstenham de discutir;
  • Não entrem em brigas e nem digam ou fação coisas que possa agravar a animosidade com seu parceiro;
  • Evitam trazer e discutir questões do passado, mesmo que sejam injustiças, pois  a busca agora é como viver daqui para frente;
  • Apliquem sua energia e criatividade para chegar a uma solução em vez de focar em provas e batalhas litigosas...
  • Encarem problema por problema, sem ser o outro o problema; 
  • Voluntariamente forneçam todas as informações financeiras relevantes sem objeção.

Não há nenhuma desvantagem nesta forma de ver a separação, no pior dos cenários, é a oportunidade de ambos refletirem sobre como enfrentar as questões que serão abordadas no processo de separação. Este procedimento também visa clarear e mostrar como se pode evoluir em meio a uma crise, sendo que ambos poderão se consolar com o fato de terem tentado diminuir o conflito entre ambos. Não se pode falar em desperdício de tempo ou chances ao buscar um acordo amigável, já que visa o benefício de todos.

Estou a disposição para maiores esclarecimentos. No processo de divórcio colaborativos, utilizo várias ferramentos de coach e mediação para ajudar o casal a superarem este momento tão difícil. Como sempre falo, a separação é uma das maiores dores do ser humano, só perdendo para a dor da morte, por isto trabalho todos os dias em busca de ferramentas e aperfeiçoamento para trazer um conforto maior para meus clientes.

Estas páginas são elaboradas para encontrares apoio para curar, superar e seguir em frente!
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Contato: martina.madche@gmail.com
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Para homens: em breve