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domingo, 10 de setembro de 2017

A jornada de um bom divórcio ou separação

As 4 fases de um bom divórcio

adaptação de um texto de Kristin Luce



Vivi a experiência de meu divórcio e de meus pais, e hoje atendo muitas famílias em crise que estão prestes a se divorciarem ou então já estão em fase de separação, e posso dizer que aprendi muitas coisas.

Hoje posso dizer que um bom divórcio é absolutamente e totalmente possível. Em segundo lugar, é uma experiência unilateral - o que significa que você pode ter um bom divórcio e seu parceiro não. E em terceiro lugar, o divórcio nunca será como você imaginou.

Provavelmente será muito mais difícil do que você pensa e também muito melhor do que você poderia ter possivelmente sonhado e aliás, quando minha psicóloga me alertou isso eu achei que ela não sabia o que estava dizendo.

Um bom divórcio equivale a uma escalada ao Monte Everest sem experiência nenhuma. Não vai ser fácil, mas, quando bem feito, isso mudará sua vida para sempre.

Quando nos movemos em direção separação, somos confrontados com estágios, que realmente refletem de perto os estágios do luto/morte e do nascimento. Isso pode parecer mórbido ou pessimista, mas a realidade é que, é claro, o divórcio é uma morte.
É a morte do nosso relacionamento próximo (que provavelmente morreu há algum tempo ou você não estaria se separando), mas também dos sonhos, esperanças, planos, expectativas, imagem, amizades, realidades financeiras, lar, segurança, recursos, estilo de vida, além de ter um impacto sobre nossos filhos, familiares, amigos e comunidade.

Quando deixamos um relacionamento de longo prazo, entramos no desconhecido, e pode ser útil poder ver um mapa antes de iniciar essa jornada - mesmo que a jornada em si seja sempre única, aventureira e surpreendente.

Um bom divórcio não vai necessariamente deixar ou fazer você feliz, mesmo sendo pacífico ou amigável. Também não será um bom divórcio aquele que é entendido ou aprovado pelos outros. Também não é aquele que garanta que seus filhos terão vidas melhores, tanto que tratamos todas essas coisas.

Em vez disso, um bom divórcio é aquele que o transforma em uma pessoa melhor, mais gentil, mais sábia, mais suave e mais capaz de manter sua própria integridade. Ele é um catalisador para você se tornar mais do que você imaginou que seria.

Lembro-me do meu ex-marido me perguntando: "Por que você acha que me deixar nos tornará mais feliz?" E respondendo com clareza e certeza, "eu não acho". Eu só sei que é isso que eu preciso ser feito. Não há nenhuma forma de justificar, argumentar, ou explicar porque não se tratava de buscar um resultado novo, ou melhor. Era sobre reconhecer e viver em meu próprio ser, minha própria verdade, e isso simplesmente não é negociável.

Todos têm uma experiência diferente, mas aqui estão os estágios que vejo consistentemente as pessoas passarem e como transformar um divórcio difícil, doloroso ou assustador em um bom divórcio.

Primeiro estágio: agonizante.


Normalmente, o primeiro estágio é o mais longo. É o período de decisão de ir ou não, ou talvez o seu parceiro esteja agonizando por ambos.

Chamo isso de "agonizante", porque se estiver nesta fase, você sabe o que precisa, pelo menos, considera sair e, provavelmente, está procurando alguma maneira de salvar o relacionamento ou a si mesmo. Então você trabalha em si, entra em terapia, procura centro espírita, qualquer ajuda espiritual, vidente, astrólogo, especialista em relacionamento, se pergunta se a culpa é sua, tenta mais, define limites, tem uma separação de teste, faz sugestões para o seu parceiro, prepara e imagina coisas, nem sabe mais o que está sentindo direito por você – vive pensando em tudo e alternativas e suposições e faz tudo o que pode pensar.

Um bom divórcio nesta fase é reconhecer que estás disposto a fazer o que for necessário para que isso funcione. Este processo destaca que você é, simplesmente, uma boa pessoa. Tive clientes que deram todas as chances aos seus relacionamentos, mesmo quando havia infidelidade, vício ou abuso. Sua integridade ditava que deviam e precisavam fazer todo o possível, e eles fizeram. O ponto não é que você tenha que limpar todos os cantos escuros e olhar em baixo de todas as pedras, mas sim que você encontre, escuta e siga sua integridade neste estágio agonizante. Algumas pessoas precisam saber que fizeram tudo o que puderam. Alguns precisam saber que eles saíram no momento em que viram a arma fumegante. Não existe uma maneira correta ou errada de fazê-lo.

Este estágio pode assumir uma variedade de formas. Pode reduzir o conflito, ou mesmo aumentá-lo (se você tem evitado os conflitos), você pode dar mais espaço ao seu parceiro, tornando-se mais atento, ou as tudo torna-se mais conflituoso. Você buscando terapia, faze oficinas, pesquisa, é mais ousado ou mesmo se permite um relacionamento por fora. São inúmeras formas de enfrentar esse momento.

O objetivo dessa fase é desmitificar a relação e a forma como nos relacionamos. Passamos a olhar a nossa verdadeira face a a do outro.  Deixamos de olhar de forma idealizada e sonhadora, e estamos dando tudo o que temos. Podemos aprender uma quantidade tremenda de coisas sobre nós aqui, e é um estágio que pode durar meses até décadas.

Existe aqui uma grande quantidade de generosidade e integridade. Se ficarmos ou não, sabemos que fizemos tudo os que podíamos e, no processo, também começamos a encontrar nossa própria bússola moral, que nos inclui olhar para o outro e para si e nessa hora também enfrentamos algumas verdades difíceis.

Etapa dois: Rompante para deixar.


Este estágio é geralmente precipitado, brusco e mortal. Algo acontece, e por qualquer motivo, existe um momento definitivo. Só sabemos que acabou.

Foi assim para mim: descobri por acaso que meu marido tinha uma vida paralela e que o que eu tinha em casa era algo fake. Ele não era quem eu imaginava quem era. Os ânimos estavam acirrados e ele estava cada vez mais estressado até para manter essa vida dupla, uma noite ele colocou nossos dois filhos pequenos em uma situação de constrangimento e agressão psicologia em nossa casa. Percebi que para ele aquilo era nada demais. Mas meus filhos estavam em pânico olhando o desequilíbrio do pai, que não queria mais estar onde estava. Tive que abraçar e resgatar meus filhos histéricos pela situação que estávamos vivendo, meu pensamento ficou claro: "Não é assim que quero que meus filhos cresçam, então pensei decidi que era o fim".

Talvez o seu parceiro tenha contado muitas mentiras, ou tiveram muitas infidelidades. Talvez tenha notícias chocantes. Talvez simplesmente tenha acabado qualquer sentimento e esteja vivendo uma relação morta, sem um olhar, insatisfeita e não apreciada algo que seja vazio de aparência. Talvez seu parceiro carregue uma dor que você tenha ignorado por muito tempo. Talvez você conheça alguém que lhe mostre o que é viver em um relacionamento positivo. Talvez o seu parceiro diga primeiro: "Eu quero o divórcio", e você sabe lá no fundo que você concorda. Talvez seja uma intuição que acenda sem motivo algo que ainda não entendas mas você sabe, acabou.

Em algum momento, esse momento surge e normalmente é tudo de uma só vez. Pode até surpreendê-lo. É uma enxurrada de coisas que caem em cima de nossas cabeças. É um balde de gelo derramado que congela até os ossos.

Qual objetivo dessa parte e um bom divórcio? Esta é a fase em que temos a oportunidade de reconhecer quem somos e quem é o nosso parceiro, separadamente. As mascaras caem. Podemos olhar além do julgamento e adoramos que eles sejam quem são, ao mesmo tempo, em que reconhecemos que aquilo não é certo para nós. Isso não nos serve mais.

A tentação nesta fase é procurar a culpa. A tentação é acreditar que nós fizemos algo terrivelmente errado ou eles fizeram a nós. Nós sabemos agora que precisamos deixar aquela pessoa para sempre, por isso, alguém deve ter a culpa.

Para mim, essa etapa do meu bom divórcio era realmente muito tranquila. Algo estabeleceu em mim que, sem julgamento, de repente aceitei a realidade da situação e parei de tentar tornar isso diferente, mesmo quando percebi que era o beijo da morte. A partir dali, poderia me preocupar com ele e também me preocupar com nossos filhos e comigo mesmo. A partir daqui, estava claro que era hora de sair. Feito.

Existe o que posso chamar de "qualidade de conhecimento" para esta etapa o que vai contar é quanto nos conhecemos. Se fizemos um bom trabalho de autoconhecimento essa fase é bastante pacífica. Confiamos em nós mesmos e depois nos reinserimos e nos recolocamos completamente em nossas próprias vidas e também no desconhecido.

Talvez o seu relacionamento tenha ido tão longe quanto possível, e você se sente grato pelo quanto lhe deu. Talvez seu parceiro tenha mentido e manipulado você, e você está grato por finalmente enfrentar uma verdade sombria. Talvez você chegou a um limite de agressão, chega de danos à você ou aos seus filhos, está na hora de acabar com uma relação destrutiva. Talvez você perceba que não há nada de errado - você apenas tem visões, valores ou desejos diferentes, e você o deseja sorte em sua nova jornada enquanto abraça a sua.

Fase três: confusão, perda e pesar.


Este período geralmente é intermitente, ele permanece por mais tempo do que pensávamos, mas também é intercalado há momentos de muita vitalidade e prazer onde curtimos a paisagem- estamos voltando à vida.

Eu queria poder ignorar esta etapa, mas eu seria negligente se o fizesse. Quando nos divorciamos, perdemos nosso relacionamento primário. Muitas vezes somos responsabilizados por isso (ou, pelo menos, ha um receio que sejamos julgados e, às vezes, nos culpam). Perdemos nossa visão, sonhos e investimentos, e também enfrentamos o sofrimento que está se instalando em nossos filhos, familiares e amigos. Nossas amizades e conexões geralmente mudam drasticamente ou deixam de existir completamente. Nos sentimos expulsos de nossas próprias vidas.

Então, o que é bom sobre confusão, perda e tristeza?

Ela traz todas as outras perdas de nossas vidas que esperavam ser atendidas. Nosso divórcio, inadvertidamente, vai nos conectar com a depressão de nossa mãe, a raiva de nosso pai, o divórcio dos nossos pais, ou a morte de alguém que amamos, juntamente com qualquer outro período negro de nossas vidas, onde perdemos algo que consideramos querido ou nos sentimos expulsos, machucados ou não atendidos.

Estes são sentimentos precisamos sentir e cuidar. Talvez aqui você conheça o que significa o alívio de um grito longo, bom e honesto. É assim.

Minha própria experiência me surpreendeu fui fazer uma meditação bioenergética. Então fizemos uma vivência em grupo onde qualquer coisa que precisasse e estivesse afligindo alguém poderia surgir e deveria ser expressa através de nós. Lembro-me de que éramos convidados ativamente a colocar nossas aflições, e ele nos advertiu que, se optássemos por expressar e colocar pra fora, devíamos estar preparados para extravasar.

Para mim veio claramente a minha separação recente e não esperava que nada acontecesse. Enquanto segui suas instruções, - convidando qualquer tristeza que quisesse ser sentida - eu estava olhando para meus pensamentos, imagens, memórias e sentimentos tudo o que eu amava e apreciava sobre meu parceiro, tudo o que eu queria, imaginava, experimentava e trabalhava: viajar juntos, o nascimento de nossos filhos; nossa casa; construímos um negócio; milhares de refeições, experiências e piadas interiores; até que a lista parou.

Com cada memória, sofri e solucei incontrolavelmente. Então senti uma mão suavemente tocando minhas costas segurando-me, apoiando-me de repente me tornei um canal de não apenas meu próprio sofrimento, mas o de toda a nossa tribo, família. Depois de mais ou menos uma hora, de sensações eu estava gritado até os sentimentos esquecidos há muito tempo - alguns meus, alguns dos meus pais e ancestrais, alguns apenas da condição humana – todos finalmente escutados e entendidos.

Este período de tristeza é quase sempre mais longo do que esperamos, mas, novamente, também é intermitente. Estamos bem por um longo tempo, mesmo libertos e bem, e então sofremos uma embosca de uma só vez e estamos perdidos no mar dos sentimentos novamente. Esta fase pode durar pelo menos 5 a 10 anos, seriamente. No processo você vai se encontrar e curar muito de si mesmo e provavelmente virá ver que seu casamento foi, em parte, um esconderijo de sentimentos e lições.

Fase quatro: Magia e uma nova vida.


Este estágio está em andamento. É como nascer em um universo e em um eu totalmente e completamente novo.
Aqui está o seu renascimento, e se você soubesse o quão bom era, você nunca teria agonizado há tanto tempo.
Lembro-me de ter dito a um amigo há uns anos: "Se você decidir sair, você estará protegido." Eu quase não sabia o que quis dizer na época, mas quando entramos em um novo território, coisas milagrosas começam a acontecer.

As pessoas mostram coisas quem não percebemos antes. Aqueles que passaram pela separação e o divórcio nos recebem como parceiros e queridos amigos em nossa nova vida. Ocorrem coincidências que parecem não ter sentido, mas nos levam a novas formas de ser. Reencontramos e achamos aspectos de nós mesmos que amamos, mas nos esquecemos: arte, música, esportes, filosofia, amigos, comida, viagens e a lista continua. Nós nos conhecemos novamente, de uma maneira que perdemos há tanto tempo.

Nossa vida começa a voltar para nós, e às vezes apenas nos entristecemos, nos perdemos, nos afligimos e nos abandonamos, porque simplesmente não percebemos o quanto desistimos é o tempo que o mundo nos esperava.

Em um nível prático, ter um bom divórcio é sobre adotar-se. É aprender a segurar sua própria mão e dizer: "Sim, esta é uma nova aventura, e vou fazê-la bem e honestamente e tão gentilmente quanto possível - e eu vou permitir que ela me mude". Você também conhecerá novos amigos, novas idéias e novas experiências que lhe darão mais amor e apoio do que você imaginou que era possível.
Seu parceiro pode tomar uma rota diferente, ou talvez ele também escolha um bom divórcio. Isso depende deles. Esta é a sua nova vida, e suas escolhas são próprias - exatamente como sempre aconteceram.


Seu cumprimento depende apenas de duas coisas: sua autenticidade crescente, juntamente com abraçar o mundo inteiro e novo que você está prestes a entrar e descobrir.

por Martína Mädche, sou escritora do blog, sendo que este projeto busca inspirar e transformar as vidas de pessoas. Tenho familiaridade com as conversas internas que temos. Conheço pessoalmente o diálogo interno negativo que e se manifesta a vergonha em tudo: relacionamentos, comunicação, parentalidade, o caminhar da vida. Através de minhas experiências familiares e profissionais, procuro ajudar homens e mulheres a percorrerem o processo de libertar-se de suas lutas internas. Nesse blog encontrarão orientações, diversas práticas e treinamentos que visam dar apoio  em momentos de conflito e crise familiares. 

Caso precise entrar em contato: Martína Mädche
Advogada e Profissional de Ajuda.
Contato: martina.madche@gmail.com
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Comunidade: Divórcio para Eles
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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

PAI DIVORCIADO – FERRAMENTAS DE SOBREVIVÊNCIA

A batalha do divórcio

Estou a algum tempo divorciada, durante este período, cometi erros e vi meu ex errando. Todos acertam e erram quando enfrentamos novos caminhos, sobreviver na adversidade é um desafio e tanto. Não posso escrever sobre o lado dele, mas posso escrever sobre o que venho observando ao longo dos anos na minha experiência pessoal e profissional na área de direito de família. Então decidi compartilhar algumas ferramentas para esta nova fase!

Ferramentas para pais divorciandos:

Primeira Ferramenta: Visão!

Martína Mädche
Reconhecer o novo terreno! Veja o que é preciso fazer! Primeiro passo para enfrentar um momento de crise é o olhar e reconhecer. Aprenda a pisar neste novo terreno. Saiba que o divórcio veio para tirar você da zona de conforto. Há uma necessidade de um novo olhar para sua vida! Quais são seus desafios? O que me espera? Como será o convive com meus filhos? Quais são as necessidades dos seus filhos? Onde vou morar? Com quem posso contar? Quanto vai me custar a separação? O que me sobra do meu salário? Como será minha separação? Como é o processo? Como ficam os bens? E as dívidas? Como meus filhos vão viver? Com quem vão viver? São muitos aspectos que precisam de respostas urgentes! Liste seus enfrentamentos e depois vá em busca de respostas!

Segunda Ferramenta: Planejamento

Martína Mädche
Metas e desafios: Então, agora já tens uma noção do futuro! O próximo passo é como enfrentar? O que é preciso providenciar? Saiba que estás prestes a mergulhar em um dos maiores desafios de sua vida! Portanto o planejamento é fundamental! É necessário buscar armas e ferramentas! Procure se familiarizar com aspectos legais do divórcio! Planeje a forma como será seu relacionamento com seus filhos e sua ex! Crie suas metas e propósitos de forma realista! Sendo sua primeira e principal menta: SEUS FILHOS! Segunda: VOCÊ! 

Quanto ao aspecto filho, quero abrir um parenteses! É mito achar que as crianças são resistentes e irão se adaptar a qualquer coisa! É história para boi dormir achar que 15 min de convivência feliz com seus filhos é suficiente! As necessidades dos seus filhos não podem ser colocadas em segundo plano durante o processo de divórcio. 

Terceira Ferramenta: Comunicação: 

Martína Mädche
Saiba que será necessário trabalhar na comunicação com sua ex-esposa e com seus filhos! Todo o processo do divórcio será pautado na forma com que vocês se comunicam! Encontre algum veículo de comunicação! Pode ser e-mail, telefone, mensagens enfim é necessário dialogar para construírem uma nova forma de existir em família!

Saiba, as pessoas que ficam atentas a comunicação conseguem enfrentar melhor o divórcio! As regras devem ser claras! Neste momento é necessário poder confiar que ambos terão seus filhos como prioridade! Portanto, sejam honestos para encontrar um caminho para o bem-estar dos filhos! Não importa o quanto estão magoadas, isto cada um terá que administrar de alguma forma, mas a honestidade deve prevalecer para o bem-estar dos filhos!

Lembre-se por mais raiva e mágoa que você tenha em relação ao seu ex, ele é pai/mãe de seus filhos e nunca deixará de ser! Vocês terão um vínculo para o resta da vida! Aprenda a lidar com seus sentimentos! 

O que responder quando as crianças perguntam?
Quando um pai “abandona” ou “ignora” um filho a criança perde a confiança nele! É preciso ficar atento as necessidades das crianças. É hora de investir ainda mais na comunicação entre vocês! Compartilhe com seus filhos seus sentimentos e preocupações na medida da compreensão destes! Segure seu filho quando ele / ela chora, diga que você compreende e se você concorda com o que eles estão sentindo. 

Assim, como seus amigos tomarão partido na separação, seus filhos também podem escolher um lado para favorecer um dos pais! Não é incomum as crianças favorecerem um dos pais durante um divórcio, aprenda a lidar com este desafio, procure informação e ferramentas!

Assim, como você seus filhos enfrentarão uma enxurrada de emoções! Eles experimentam, confusão, medo, raiva, abandono, tristeza assim como qualquer pessoa que enfrenta o divórcio. Por esta razão, o seu filho pode ficar mais agressivo. É comum as crianças ficarem mais explosivas, e ofensivas. Criança também perda a compreensão e razão. Outros ficam mais introspectivos e tristes! Observe as reações de seu filho. Eles são reflexo da confusão mental dos adultos!

Permita que seu filho desabafe seus sentimentos sobre o divórcio. Tenha muitas doses de paciência! Ele também está sofrendo. As crianças também ficam confusas! Na medida que você se aproxima dos sentimentos dos seus filhos, significa que você está construindo confiança. Cada momento e sentimento compartilhado é um tijolo na sua base familiar. Uma criança que confia em um pai também valoriza a relação com esse pai. A partir desta relação de cumplicidade, terás a confiança de teu filho. É isto que seu filho precisa para crescer seguro e confiante. 

Quarta Ferramenta: NEGOCIAÇÃO

Esteja dispostos a negociar: Como havia falado, você terá que encontrar uma nova forma de se relacionar seja com seus filhos ou com sua ex! Então, o primeiro passo é aprender uma das ferramentas indispensáveis para o novo agir a NEGOCIAÇÃO. Você não só terá que negociar aspectos legais, como um acordo de divórcio, mas será necessário negociar e ajustar o futuro de vocês! Nenhum acordo judicial resolve os aspectos cotidianos das relações familiares! Portanto, terás muitos anos de negociação pela frente. Primeiramente, sugiro contratar um mediador este é um recurso que será recompensado, já que evita um processo judicial exaustivo e longo. Sendo a opção pela pacificação faz com que a família reconstrua sua vida com mais facilidade. Caso não tenham recursos financeiros encontrem alguém de confianças para mediar o diálogo, há muitos aspectos que precisam ser negociados. 

Este é o momento de negociar como será construída a relação familiar daqui para frente! Como será a vida de seus filhos! Quais aspectos devem ser levados em conta! Formação emocional, espiritual, questões financeiras, alimentação... tudo que envolvem as crianças devem ser ponderados neste momento! Onde as crianças vão residir! Saiba que a busca deve ser por um equilíbrio no relacionamento! Como cada um dos pais poderá participar ao máximo na vida dos filhos? Estas são algumas bases para iniciar a negociação! Lembrando que a prioridade são as crianças. Elabore um cronograma e negocie o tempo que você pode obter. É necessário planejamento, sem contudo deixar a flexibilidade de ambos de lado!

Quinta Ferramenta: Ajuda 

Esteja aberto para pedir ajuda ou fazer terapia: Não descarte a possibilidade de procurar uma ajuda de um profissional, seja um coach ou um terapeuta. São muitos aspectos que devem ser levados em consideração. São poucos homens que buscam um profissional de ajuda, ou até um livro de ajuda, a maioria guarda seus sentimentos para si e fica lambendo as feridas. Não é a melhor opção para seguir em frente. Um aconselhamento para enfrentar o divórcio é fundamental para melhorar e facilitar o seu andar neste terreno obscuro. Uma pessoa que já tem uma visão de seus enfrentamentos poderá ajudar a construir uma boa relação com seus filhos e a reconstruir sua nova vida.
Boa Sorte, Martína Mädche

Estas páginas são elaboradas para apoiar, ajudar a curar, superar e seguir em frente!
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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

5 coisas que ninguém conta sobre o divórcio

Sou advogada de família, divorciada e mãe. Fazem quatro anos que me especializei em divórcio. Este caminho que percorro como profissional de ajuda e mãe separada vem me ensinando muitas coisas, sendo a principal, a de como sobreviver a muitas crises.

Posso dizer que é um tanto desafiador, principalmente, quando temos que associar ao enfrentamento do divórcio a administração de duas crianças, carreira, dificuldades financeiras e pessoais. Neste post decidi compartilhar um pouco sobre o que não é dito sobre o divórcio!

Então olha só....
  • "Ninguém diz que após o divórcio você se sentirá como um exilado.
  • Ninguém diz que as pessoas realmente vão escolher um lado, e eles vão fazê-loinclusive na sua frente;
  • Ninguém diz como aprender a superar isso. Nem como lidar com seu sofrimento.
  • Ninguém diz como você estará vulnerável e como tudo parece uma merda.
  • Ninguém diz que você vai olhar para o futuro com descrença e ficará se perguntando quanto tempo vai demorar tudo istoe nem que as pessoas que eram tão próximas passam a ser completamente estranhas...
Estes são sentimentos que se repetem nas falas das pessoas que passam pela fase inicial do divórcio. Claro, que muitos vão dizer; “Não isto é assim, comigo será diferente!” Será? Os relatos que recebo tem uma certa constância e frequência sobre estas cinco questões!

As pessoas que está passando por um divórcio são consideradas diferentes! Há rejeição por amigos, afinal como incluir ela/ele em um jantar de casais! Do nada você está sobrando! 

Muitos acreditam que nunca passaram por um conflito como estes! Porque estas coisas aconteçam só com os outros.....Outra crença é a de quem passa por um divórcio é porque fez algo errado!Por favor, ninguém deseja que um relacionamento termine em guerra!  E ninguém pede o divórcio pensando que irá enfrentar um dos piores momentos de sua vida!

Quando a pessoa escolhe pelo divórcio há esperança de que tudo melhorará! A maioria entra no barco do divórcio com a ilusão de que o divórcio é o caminho para a felicidade. Ufaaaa me livrei! Mas.... só lamento o divórcio não é um caminho feliz e fácil! É necessário estar mentalmente preparado para isto, senão o barco vai afundar e você irá sim se afogar. 

Então como lidar com o que ninguém diz :

1. Primeira coisa, se você está pensando em enfrentar um divórcio busque informação! Questione, resolva suas dúvidas e enfrente! Olhe para este processo com realidade e não com achismo. Não dê um passo no escuro. Arme-se de conhecimento! No mínimo você deve saber o que é o divórcio e o que você pode esperar dele! Se você ler algo negativo ou ruim sobre o divórcio não jogue em um canto achando que nada disto acontecerá! Guarde a informação e reflita! 

2. Durante o divórcio muitas pessoas irão te evitar. Ninguém quer ser envolver em brigas e desentendimentos, até mesmo os seus melhores amigos! Deixe eles! Concentre-se nas pessoas que estão lhe dando apoio neste período de dor. Este será um uso produtivo de seu tempo. Quem te deu as costas não importa mais! Siga em frente. 

3.O divórcio significa experimentar a perda,  tratamos da morte de seu casamento. Você deve aprender se adaptar e ajustar a este novo momento de sua vida, assim, poderá lamentar o fim de forma saudável. Se permita sentir a perda. Faça o luto. Há mais de 30 milhões de artigos e livros disponíveis para aqueles que estão lidando com a dor do divórcio. Encontre um artigo ou livro que lhe traga conforto, participe de um grupo de apoio. (Em minha página do facebock (Martína Mädche) já temos um para mulheres em breve teremos um para os homens, já que são dores e conflitos diferentes para cada um.) A chave é a admitir a sua vulnerabilidade e estar disposto a se ajudar e pedir ajuda quando necessário.

4.Sim, tudo pode  estar uma "merda". Você pode estar se sentindo, vulnerável, franco, inclusive traído. Toda perda gera sensação de traição! O divórcio tem o poder de nos deixar de cabeça para baixo. Nossas convicções são todas derrubadas. Você tem que redefinir quem você é e o que você quer da vida. Nesta hora abrace a dor e saiba você ganhou a possibilidade de um novo começo. Procure fazer as alterações necessárias, busque se conhecer. O autoconhecimento fará você sair desta crise existencial!

5. Nenhum advogado  pode dizer quanto tempo seu processo de divórcio durará. Existem orientações legais, mas se não houver um acordo, não há previsão! Então, caso seja instaurado um processo litigioso se prepare! Você terá que ter um advogado acessível, além disto estude, conheça seja pró-ativo, pois a justiça é lenta! E saiba o processo não vai encerrar a briga!

Por fim com já disse, o divórcio não é nenhum passeio no parque. O divórcio não é o fim do conflito. O divórcio não é o caminho para a felicidade. O divórcio põe fim ao casamento mas também coloca em jogo muitas, muitas outras questões que podem ser estressantes. Esteja preparado!

Boa sorte,
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Para homens: em breve