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quinta-feira, 30 de março de 2017

Brigamos, mas eu sinto muito e te amo!

Eu te amo, e sinto muito pelo que fiz
adaptação do texto de Jennifer White


O amor é dinâmico.
Ele gira ao nosso redor como uma brisa.
Em alguns momentos desarruma teus cabelos em outros traz um arrepio. As vezes queremos com o movimento da mão tirar o cabelo do rosto, mas ele mesmo o afasta suavemente.
Senti seu toque suave nas bochechas com aqueles seus dedos ligeiramente grosseiros (de trabalhar em suas bicicletas na garagem).
Olhei nos teus olhos, e nosso olhar compartilhado perdurou uma batida além da nossa zona de conforto - é nesse momento que aprendo muito.
Aprendo que sou vulnerável , e que preciso dele - e acho que vi que ele não tem tanto medo disso como eu.
Ele não tem medo de ser vulnerável, porque ele é naturalmente confiante e compreende suas emoções muito melhor do que eu as minhas. Sei que nunca vou entender muito bem as minhas, e não é porque não seja transparente e acessível - é só porque sou complicada. Então vivo assustada.
Do que tenho medo?
De que ele me machuque?
Não, não é isso.
Dele ir embora?
Não, ele não fará isso.
De que então?
São tantos os medos. Só sei que ele precisa naturalmente se afastar de mim e nós dois sabemos disso.
E mesmo assim sei que não é isso.
Sei que esse medo nos afasta, e me incentiva a brigar com ele mesmo não querendo (mesmo quando não há nada realmente para brigar).
Então as lágrimas caem do meu rosto, mas não tenho certeza por quê.
Talvez seja porque gritei com ele esta manhã quando ele não mereceu. Talvez seja porque sei que estou errada, que estava de cabeça quente - e que estou em uma combinação instável.
Talvez esteja com medo porque sei que sem ele não estou bem, preciso dele, porque quando estou sem ele o céu fica nublado e nuvens escuras aparecem.
E é assustador precisar de alguém para me segurar - para segurar meu corpo quando ele todo está tremendo.
É enervante que neste mundo enorme, todo, há apenas uma pessoa que saiba segurar minha mão, e que ele não está lá para beijar minha bochecha e suavemente acaricia-la antes de irmos dormir juntos.
Sei que o mundo não vai desmoronar na sua ausência porque sei que sou forte.
Mas sei que fui agressiva, e que menti. Muitas vezes ele tem que vir e puxar meu queixo para cima, e então me forçar a olha-lo nos olhos, porque eu desvio o olhar.
Às vezes, é mais fácil desviar o olhar e fingir que não estou completa o suficiente - mas as vezes estou completa o suficiente.
E agora as lágrimas estão escorrendo caindo no vinco de meus lábios e ele não está lá para secá-las primeiro porque ele já está deitado - estava muito cansado esta noite para lidar com meu humor.
E estou arrependida.
Sinto muito por ter gritado e te afastado mais uma vez, e sinto porque menti (com meus olhos e minha postura arrogante) porque sei que preciso dele, mesmo dizendo que não. Ele é o buraco no meu coração que dói depois que o maguei.
Minhas lágrimas pesadas respingam no teclado e levanto para buscar um pano, mas resolvo pegar um guardanapo porque os panos estão no corredor que poderiam acordá-lo (além disso, não quero passar pelo quarto e acordá-lo).
E de manhã ele vai chegar e tocar minha bochecha e acariciar porque foi o que faltou na noite anterior.
E ele sabe que menti para ele (com minhas palavras duras, pois tem um coração altivo), porque enxerga muito além.
Ele sabe que ele é meu mundo porque sou o dele também - e isso é o suficiente.
Ele sabe que tem que se amar antes de mais nada...

por Martína Mädche, advogada
OAB/RS 60.281


Martína Mädche, sou fundadora do blog, sendo que este projeto busca inspirar e transformar as vidas de pessoas. Tenho familiaridade com as conversas internas que temos. Conheço pessoalmente o diálogo interno negativo que e se manifesta a vergonha em tudo: relacionamentos, comunicação, parentalidade, o caminhar da vida. Através de minhas experiências familiares e profissionais, procuro ajudar homens e mulheres a percorrerem o processo de libertar-se de suas lutas internas. Nesse blog encontrarão orientações, diversas práticas e treinamentos que visam dar apoio  em momentos de conflito e crise familiares. 



Caso precise entrar em contato: Martína Mädche
Advogada e Profissional de Ajuda.
Contato: martina.madche@gmail.com
Grupo de Apoio do face: Separei e Agora?
Comunidade: Martina.Mädche
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sábado, 3 de dezembro de 2016

Quando o outro é melhor que eu! Será que a grama do outro é mais verde que a minha?

E quando nos comparamos com os outros....

Com o fim de ano se aproximando, começamos a repensar o ano que passou e criar metas para o próximo. Nesta hora muitas vezes nos comparamos com outras pessoas que “tem tudo”. Pode ser amigos ou conhecido, uma celebridade, alguém rico e bem sucedido, um empresário, enfim qualquer pessoa que está em um lugar que gostaríamos de estar...

Outra forma de comparação é nos compararmos com a pessoa ideal que gostaríamos de ser... é aquela coisa eu devia ser assim.... porque não consigo cumprir meus sonhos e metas? E assim, inicia um automassacre... 

Quando nos comparamos é quase que inevitável o desapontamento. Há sempre mais um eu .... deveria ter, poderia ter, ou teria feito... e assim vai. 
Com certeza eu poderia ter mais dinheiro!
Como que não encontrei aquela pessoa tão sonhada!
Porque não consegui dar aquele salto na vida que tanto esperava?
Só pode ter alguma coisa errada comigo?
Então estou olhando para todas as coisas que eu não fiz e pensei que teria feito...
Como que eu não terminei isso?
Como não escrevi aquele livro que tanto sonho?
De novo não vou poder tirar aquelas férias!

Mas temos que parar de nos colocarmos para baixo!
Porque fizemos muitas outras coisas sim!
Eu me aperfeiçoei um pouco mais!
Fiz novos contatos e adquiri novos amigos!
Me dediquei aos meus filhos com mais intensidade! Curamos mais e mais nossas feridas! 
Aprendi muito mais a meu respeito! E mais ainda com os outros...
Ajudei algumas pessoas com suas dores!
Me dediquei a estar mais presente no meu dia a dia.
Eliminei pessoas tóxicas da minha vida! E consegui dizer muitos nãos!
Curti muitos momentos felizes com amigos!
Tive coragem de me dedicar mais aos meus projetos! 
Fiz um curso de Espiritualidade! E comecei a trabalhar como médium!
Li muitos e muitos livros.
Me permiti conhecer alguns homens.
Me alimentei melhor!

Portanto, todos deram alguns passos! Fomos mais corajosos do que eu realmente reconhecemos. Com certeza fomos mais corajosos que no passado sem dúvida! Fizemos mais esse ano! 

Com certeza, se olharmos de perto, encontraremos novos sentimos e emoções que  talvez já havíamos esquecidos. E com certeza aprendemos lições valiosas! Também passamos por alguns perrengues e emoções que nem queríamos ter conhecido, mas sobrevivemos e saímos mais fortes, mais resistentes e muito mais determinados!

Por fim, podemos perceber que não há nada de bom em nos compararmos com os outros. E para quem pensa que seria ou deveria ter feito... sempre ficaremos desapontados, porque estamos nos comparando um ideal e a vida é real.
Quando nos comparamos com alguém, estamos nos comparando a uma parte externa de alguém como se fossemos iguais por dentro. E quando nos comparamos aos nossos sonhos e desejos nos olhamos como alguém que gostaríamos de ser e não quem realmente somos. ... Assim, nos comparamos com o que pensamos que deveria acontecer e não com o que realmente aconteceu. 

Tenho certeza que cada um de nós teve grandes realizações esse ano, mesmo que não sejam tudo que cada um de nós queria de fato, mas é tudo que poderia ser, porque no final do dia, ainda temos que cuidar de nós mesmos! 

Precisamos nos olhar no final de cada dia com mais amor, cuidado e compaixão! Isso pode ser até brega, mas é verdade, porque não podemos só dar tudo aos outros, mas temos que dar em primeiro lugar para nós mesmos! Então, para o próximo dia e mês faça o que puder ser feito! Realize, alcance, faça o que puder. Não se massacre pelo que não ocorreu! Não se flagele! Faça tudo que puder e o que não puder vai estar lá esperando, não se preocupe, temos muito tempo pela frente. 


Então pense o que falta ainda para realizar esse mês,ou até o final do ano?

Texto de Jesica Rector, 
adaptado por  Martína Mädche

Martína Madche, advogada
OAB/RS 60.281

Martína Mädche, sou fundadora do blog, sendo que este projeto busca inspirar e transformar as vidas de pessoas. Tenho familiaridade com as conversas internas que temos. Conheço pessoalmente o diálogo interno negativo que e se manifesta a vergonha em tudo: relacionamentos, comunicação, parentalidade, o caminhar da vida. Através de minhas experiências familiares e profissionais, procuro ajudar homens e mulheres a percorrerem o processo de libertar-se de suas lutas internas. Nesse blog encontrarão orientações, diversas práticas e treinamentos que visam dar apoio  em momentos de conflito e crise familiares. 
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terça-feira, 9 de agosto de 2016

O deslocamento do pai, durante o divórcio


divorcio pai e martina madche

O deslocamento de homens das vidas de seus filhos seja através de divórcio ou pela mãe solteira faz parte da grande mudança cultural da vida moderna. Esta mudança deixou um considerável número de órfãos que podem ser considerados um risco de falha à medida que amadurecem. As pesquisas apontam que – falta de pais e filhos órfãos – são uma fonte de muitos problemas difíceis, se não intratáveis. Ausente seus pais, essas crianças em números alarmantes tornam-se jovens suicidas, adolescentes grávidas, jovens delinquentes, adolescentes desordenados, abandonam a escola, toxico dependentes e condenados juvenis. Há uma fatia considerável da nossa sociedade na qual temos famílias cada vez mais matriarcais, com os homens e pais ausentes ou reduzidos a algo como um doador de esperma, portanto, muito menos do que os pais de pleno direito. Hoje, há a necessidade de um movimento no qual homens buscam seus direitos de pais para modificar essa perturbação cultural.

Com certeza, a liberalização do divórcio, que removeu o conceito de culpa de uma ruptura conjugal, faz com que hoje seja muito mais fácil para um dos cônjuges acabar com um casamento mesmo contra a vontade do outro. Na verdade, o divórcio sem culpa abriu a porta para muitas pessoas saírem e escaparem do que chamamos de "casamentos sem amor."

Ocorre que direitos dos homens e activistas dos direitos dos pais afirmam, no entanto, que com a liberalização das leis do divórcio, que aconteceu no mundo desenvolvido no início dos anos 1960, agora coloca os homens em desvantagem decidida e injusto, particularmente nas áreas de guarda dos filhos, visitação e apoio. A colisão de direitos dos homens e dos direitos dos pais com o aumento da sensação de independência das mulheres politizou casamento e direito da família.

Que as mulheres, ingressam de dois-para-um, mais ações de divórcio, portanto, temos uma ideia da mudança dinâmica do casamento e divórcio no Brasil.

Muitos homens não só se veem ameaçados e amedrontados, mas também vítimas de esposas que se deslocam para acabar com casamentos unilateralmente ou contra seus desejos. Divórcio indesejado e paternidade sem a guarda mina a autoridade dos homens que sentem o seu papel na vida dos seus filhos reduzidos para um visitante ocasional - uma transformação difícil para muitos homens e uma devastadora para os homens com uma visão tradicional do casamento, família e filhos.

O caminho para um divórcio nunca é uma suave, mesmo quando o casamento termina por meio de uma ação incontestável, sem culpa. Até mesmo quando um casal se divorcia amigavelmente divórcios, como muitos fazem, o fracasso do casamento geralmente significa discussões e divergências sobre a divisão e distribuição de bens conjugais e dívidas. Quando os casamentos não têm filhos, os cônjuges divorciados, de uma forma ou de outra, terminam o casamento e podem ir cada um para um lado, sem nunca ter de ver um ao outro novamente.Quando os casamentos envolvem filhos menores, cônjuges divorciados percebem rapidamente que, embora o casamento acabou, cada um continua a ser um pai para a vida. E aqui é onde os problemas começam. Os pais divorciados devem e precisam manter contato é aqui onde os desafios começam.

Martína Mädche, sou fundadora do blog, sendo que este projeto busca ajudar a reencontrar a Felicidade, por meio de uma prática de treinamentos que ajudam mulheres e homens a navegar através de seu divórcio e rupturas. 
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Vida Normal? Relatos do dia-a-dia

Vida Normal?

Estava olhando meus filhos brincarem! Em suas vidas imaginárias seu estilo de vida era abundante: tinham dinheiro, amor, felicidade, paz, saúde e muitos filhos e animais. Então me perguntei quando foi que paramos de acreditar nisso? Quando olhamos para as crianças tudo é abundante! Elas tem as melhores casas, carros, um amor na sua vida e muitos filhos e coisas! O que mudou no meio do caminho?

Uma das respostas para este distanciamento é a TV pois a tônica central do que olhas nela é morte, dor, medo, perda, traição, tristeza, mentira, vingança, ódio, violência, cobiça, inveja, inversão de valores e assim por diante. Há um forte conteúdo emocional gritando dentro da televisão e que atinge o nosso cérebro com toda força. E como olhamos isto repetidamente, passamos a acreditar que isto é vida. O jargão brasileiro é que a novela retrata a vida!

Hoje a normalidade é se conformar com uma vida encerrada precocemente, uma família sem um integrante, uma mãe sem filho e provavelmente filhos sem pai. E tudo isto é comum, não há nenhum choque, uma vida vista de forma banal e sem importância. Viver sob a anestesia da mediocridade!

Porque tanta aceitação? Porque tanta banalidade com coisas tão importantes? Fato é que quanto mais olhamos para estes padrões repetitivos mais aceitamos esta visão de vida. Assim, nosso cérebro repete os estímulos aos quais se encontra exposto. Assim, resta-nos viver uma vida medíocre sem expectativas. 

Ao analisar a vida de muitos pais de família temos a seguinte rotina! Ele chega exausto depois de um dia estressante do trabalho e o filho está sentando olhando para o celular... ele olha para o filho o filho somente levanta a sobrancelha. Então o pai pensa “ jovens, jovens são assim mesmo, vivem cada um no próprio mundo. Isto é NORMAL! 

Então passa pela filha ouvindo música que nem o cumprimenta. Então confirma sua teoria, a juventude é assim, cada um em seu mundo. Até que ele encontra sua esposa e trava seu primeiro diálogo. Sua esposa sem olhar para ele e sem entusiasmo pergunta: “ Trouxe pão? Então a voz interna dele questiona mais alto! Nem sua esposa levanta mais para recepcionar você depois de um dia de trabalho! Então ele pensa são 15 anos de casamento... você acha que as esposas vão receber seus maridos na porta com um beijinho, dizendo eu te amo depois de anos de casados? A vida é assim mesmo... 

Então decide tomar um banho. Depois se dirige até a cozinha tira o prato do forno senta-se sozinho a mesa e começa a sua refeição silenciosa! Novamente vem aquela voz... Toda sua família em casa e você vai jantar sozinho? Então ele diz cada um tem seus afazeres... você sabe que é assim mesmo. As famílias hoje são assim. Isto é normal!

Então ele pega as contas em cima da mesa escolhe quais vai pagar no dia seguinte. As outras quem sabe daqui há alguns meses. E a voz diz: Afinal ,é normal não conseguir pagar todas as contas. 

Então depois, decide ir para o quarto, deitar-se na cama ligar a TV e assiste a um noticiário qualquer só para relaxar enquanto sua esposa está em uma rede social.A voz vem de novo; você não vai falar com sua esposa sobre seu dia? Fazer um carinho... Então a voz responde o que você quer depois de 10 anos de casado? É assim mesmo... todo mundo vive assim! A Vida é assim...minha esposa gosta de rede social e eu gosto de ver noticiário! 

Depois de horas passando de canal em canal, ele está sem sono mas exausto. Desliga a TV e permanecer com os olhos abertos. Sem conseguir relaxar, a alternativa é tomar um remédio para dormir! O que também é normal! Então, finalmente cai no sono. Um sono superficial, com respiração pesada e um apneia assustadora até que o celular desperta são 6:30 da manhã. Ele levanta cansado e atrasado para ir ao trabalho e sai apressado sem se despedir dos filhos e da esposa. Surge a voz de novo: Você não vai se despedir de ninguém? Então ele se responde: Não estas vendo que estou atrasado? Isto é normal... 

Antes de chegar ao trabalho se irritou no trânsito, fez alguns sinais obscenos... E a voz da consciência silenciou, afinal tudo isto é normal. E assim ele segue o caminho de todos os dias... até que surgiu uma nova voz que passou a fazer piada da desgraça. Uma voz negativa e irônica. 

Então ele entrou no trabalho com a cabeça baixa e sem cumprimentar ninguém. Sentou na sua mesa, afinal passaria as próximas 10 horas trabalhando para pagar as contas indignado, pois recebia menos do que se achava merecedor. A voz voltou a falar isto é normal! Quem hoje em dia gosta do seu trabalho? A vida é assim mesmo. Tem que aguentar essa droga de trabalho chato enquanto não aparece nada melhor. Família para sustentar e contas para pagar! Isto é normal. 

Quando sai do trabalho, volta para a casa após enfrentar aquele transito caótico, chega em casa respira fundo e entra. E assim sua vida vai se repetindo todos os dias... mais um dia em que ele vive a própria e triste rotina. E assim vai sobrevivendo a própria vida, agindo como coadjuvante aceitando qualquer papel que venha para si. A voz da consciência que gritava, implorava por mudança se calou... até que algo acontece! Você fica doente, tem um acidente... se divorcia... e as coisas pioram de repente você olha para sua vida e percebe o que fiz com ela?

UMA COISA É CERTO NADA DISSO É NORMAL! Não se pode confundir o que é normal com o que é comum! Tomar remédio para dormir não é normal! Falar com a esposa friamente não é normal, não haver diálogo em casa não é normal, estar acima do peso não é normal, nada disto é normal e sim comum!

Não acredite que limitação, solidão, tristeza... sejam normais! Tudo isto pode ser comum corriqueiro nas vidas de muitas pessoas que permitiram por ação ou omissão a contaminar-se e cair na zona de conforto dessa pseudonormalidade!

A experiência de vida e os resultados das outras pessoas pertence a elas. Seus resultados é você quem vai produzir. Não é porque todos vivem desta maneira você também terá que viver assim! Você é dono da sua vida e deve viver de acordo com o que você acredita ser o melhor para você e não da maneira que parece ser comum às outras pessoas.

Não importa como a sua vida esteja hoje o primeiro passo para mudar a forma como você vive é ACORDAR e entender a diferença entre o que é normal e o que é comum! Depois é saber que pode ser diferente, que é possível ter uma vida maravilhosa normal. E por fim estar disposto a construir um padrão de vida baseado em uma rotina de excelência. Ouça a voz que vem de dentro de você! E não aceite nada menos do que uma vida abundante! ACORDE 
(baseado em relato de Paulo Vieira)

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Perguntas Frequentes sobre a guarda e visitação dos filhos!

Guarda e visitação como fica?

O que é mais comum?

Atualmente, 90% das guardas são unilaterais maternas. Mesmo com a lei da guarda compartilhada, os tribunais vem entendendo que só é possível compartilhar a guarda se não existir brigas entre o casal! A lei é contraria a este entendimento, sendo clara que a guarda deve ser compartilhada regra independente de litígio! Por isto, hoje quando o juiz estabelece a guarda unilateral é reverter estas questões em tribunais superiores.

Guarda é diferente de convivência!

A convivência deve ser regrada com base no princípio de que as crianças convivam de forma igualitária com ambos, sendo observado também as suas necessidades. Isto via de regra é negociado em um acordo. Há um entendimento de que o pai teria o direito de visitas livre ou em determinados dias da semana, além de ficar com o filho nos finais de semanas de 15 em 15 dias! Isto está longe de um convívio equilibrado.

Via de regra as mães têm mais dificuldades em se distanciarem dos filhos, acredito que isto seja inclusive instintivo, Porém mamães a separação pressupõe que você terá de abrir mão da presença de seu filho também, o pai tem os mesmos direitos de conviver seu filho, por mais doído que seja!

Em raros casos é determinada a convivência alternada, ou seja, a criança fica 15 dias com cada um dos pais. Nestes casos a crianças possui duas casas convivendo com ambos em determinados dias, pode ser 7 dias com um depois 7 dias com outro, os dias devem ser acordados.

O que é guarda?

A guarda diz respeito a decisões e responsabilidades legais, ou seja, pressupões que todas as questões médicas, educacionais, religiosas e outras decisões sobre as crianças são compartilhadas. Também, quando a criança comete alguma infração a responsabilidade é divida por ambos! Como falei ainda existe relutância no judiciário em determinar a guarda compartilhada, mesmo ela estando prevista em lei, pois o judiciário segue o pressuposto de que é necessário que ambos os pais concordem com esta modalidade e ambos devem ser suficientemente capaz de se comunicar e cooperar um com o outro.

A guarda compartilhada deveria ser somente impeditiva se houver violação do melhor interesses da criança ou se um dos pais coloca a saúde ou segurança em risco.

Outra pessoa que não os pais podem ter a guarda física ou jurídica?

Excepcionalmente, nenhum dos pais pode assumir devidamente a guarda dos filhos, pode ser o caso de uso de drogas, problema de saúde física ou mental. Nestas situações, outros podem assumir a guarda temporária da criança que terá tutela judicial, em último caso, coloca-se a criança em abrigo.


Que fatores tribunais levam em conta para decisões de guarda e visitação?
O Juiz deve levar em conta quem poderá melhor manter a estabilidade no ambiente da criança. Não há um padrão definido quanto ao que constitui "estabilidade", mas um juiz olha para a família e para a vida da criança. Busca-se manter a criança na mesma rotina que havia antes do divórcio. Então se possível ela deve ser mantida na mesma casa, escola, comunidade e laços religiosos.


A prevalência do melhor interesse da criança leva em conta muitos fatores, incluindo:
  1. Idade, sexo da criança, saúde mental e física.
  2. Saúde física e mental dos pais.
  3. Estilo de vida e outros fatores sociais dos pais;
  4. O amor e os laços emocionais entre os pais e a criança, bem como a capacidade dos pais para darem orientação para a criança.
  5. A capacidade dos pais para fornecerem alimentos, abrigo, roupa e cuidados médicos.
  6. Busca-se manter o padrão de vida da criança (escola, casa, comunidade, instituição religiosa).
  7. A qualidade da escola;
  8. A preferência da criança, geralmente quando a criança possui mais de 12, esta já pode ser ouvida pelo judicíario .
  9. A capacidade e vontade do pai para promover a comunicação saudável, a disponibilidade para manter o contato entre a criança e também a comunicação entre ambos os progenitores.

Existem problemas especias se o pai é gay ou a mãe é lésbica?
A orientação sexual de um dos pais não pode por si só impedir a guarda ou restrições na visitação com o seu filho.
Claro que o juiz levará em conta para a motivação de sua decisão o melhor interesse da criança, mas como se trata de uma decisão subjetiva é inevitável que será levado em conta seus próprios preconceitos, também se pode encontrar juízes não preconceituosos, que não levam em consideração a orientação sexual dos pais gays ou lésbicas, nestes caso deve-se ficar atendo fundamentação da sentença.


A propensão da guarda ser definida para a mãe!
Quando falamos de bebês ou crianças pequenas, de tenra idade (cerca de cinco e menos), há um entendimento que as crianças devem ficar com a mãe quando os pais se divorciaram. Nestes casos o pai tem direito a visitação em dia determinado ou horas sem pernoite. Hoje, os Tribunais já vem modernizando este entendimento quando a criança não depende do aleitamento. Assim, o pai pode pleitear uma maior convivência inclusive com pernoite. Como dito a guarda deve levar em conta o melhor interesse da criança sem levar em conta a sua idade.


Hoje há um movimento em torno de que os pais exerçam mais seus direitos de guarda e convivência, já que reconhecidamente há a necessidade de um equilíbrio da presença de pai e mãe na vida dos filhos.


A "visitação em horários e lugares razoáveis"! 


Quem determina o que é razoável?

Via de regra quem possui a guarda determina o que é razoável! Antes, de ficar questionando a razoabilidade no judiciário, leve em consideração o bem-estar do seu filho, pois a convivência entre ambos não pode ser algo ruim devendo os pais cooperam no sentido de assegurar a criança um convívio próximo e equilibrado entre ambos. Infelizmente, muitas vezes a convivência e transformada em algo amargo e ruim para um dos pais havendo disputa de convivência e intrigadas e rivalidade!

Para evitar tais problemas, os advogados e juízes deveriam investir em um plano de parentalidade/maternidade onde as regras são mais detalhadas sendo a responsabilidade de cada uma especificada.

Eu tenho que pagar pensão, mesmo se o meu/minha ex me mantém longe dos meus filhos?

Sim. Guarda e visitação não deve ser confundida com sustento/alimentos. Cada pai tem a obrigação de apoiar seu filho. Via de regra o juiz determina um pensionamento que gira em torno de 30% de seu salário. O que pode ocorrer é que quando uma das partes reiteradamente impede o outro de visitar seu filho o juiz aplique uma multa pela desobediência, mas nunca o cancelamento do pagamento de pensão.

Quando um dos pais vivem em outro estado! Ele pode fazer pleitear a guarda compartilhada?

Quando há discussões quanto a mudança de estado e guarda. Pode dizer que sim um pai pode ter a guarda compartilhada. Claro que este pode participar das decisões do filho. Deve se ter muito cuidado quando um dos genitores usa a mudança para impedir a convivência do outro cônjuge com o filho! Para decidir qual lugar melhor para a criança viver, novamente deve ser olhado para quem atendente melhor as necessidade do filho! Onde a criança tem conexões significativas, como professores, médicos e avós.

Não há dúvida de que quando houver abandono ou a criança corre algum perigo ou negligência a guarda será revertida.

Lembrando sempre que quando um dos pais impede a convivência com o outro temos um quadro do que chamamos de alienação parental. Quando constado gera a perda do direito de guarda, e pode inclusive levar a visitas acompanhadas.

Como especialista afirmo que a mediação é a melhor abordagem para resolver as questões de guarda e visitação, mesmo havendo muita raiva e mágoa deve haver um esforço de ambos os pais! Se houver a interferência de um bom mediador é possível estabelecer um acordo benéfico para todos!

A mediação ainda é a melhor opção para a família, a fim de resolver suas diferenças. Os mediadores são muito hábeis em conseguir que os pais mesmo sendo inimigos cooperem para o bem de seus filhos. Quanto mais os pais cooperarem quanto a co-parentalidade melhor será para seus filhos. Se houver problemas de convivência ou as partes não conseguem dialogar é possível negociar um acordo escutando ambos separadamente.

Depois da decisão judicial pode haver alteração da guarda ou das visitas?

Mesmo o processo sendo arquivado com uma decisão judicial, o ex-cônjuge pode ingressar e alterar a guarda ou visitação se houver alguma mudança de situação.

Se um dos pais quiser mudar uma ordem judicial existente afetando guarda ou visitação e o outro progenitor não concordar com a mudança, há necessidade de uma nova negociação e processo judicial. Sendo que aquele que ingressa com a ação solicitando a modificação precisa provar a alteração das circunstâncias e demonstrando a estabilidade deste novo arranjo.

Exemplos de alteração de circunstâncias:

Mudança Geográfica: Se um pai se muda para outro estado há necessidade de modificação da guarda ou visitação, a fim de acomodar as necessidades do pai não o privando da convivência com seu filho.

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

A raiva do meu filho na separação! Como lidar com a raiva de todos?

Como administrar a raiva do ex sem ferir meus filhos?

Chegou a seguinte Pergunta: O que faço com a raiva dos meus filhos durante o divórcio? 
Martína Mädche

O divórcio pode manifestar a pior parte das pessoas! Um pai excepcional pode perder o foco e se desviar prejudicando seus filhos. Assim, como uma mãe pode demonstrar o seu pior lado. Todo este turbilhão tem reflexo no comportamento dos filhos. Em muitos casos as crianças ainda são usadas para atingirem o ex companheiro, seja induzindo nelas sentimentos de rejeição ou simplesmente, negando o outro a convivência com os filhos. Parece que algumas pessoas não conseguem divorciar-se de sua dor, dos sentimentos ruins que possuem em relação ao seu ex e no final acabam descontando nos filhos sua raiva e frustração. Assim, como em você a crianças sente a raiva e a tristeza que acabam dominando toda a família. Na separação os sentimentos ficam a flor da pele e todos acabam vivenciando momentos de insanidade.  

Responda:

É possível transformar a raiva em aceitação? Como lidar com a montanha russa dos seus sentimentos e de seus filhos sem os prejudicar ?

Martína MädchePrimeiramente, é importante que os pais administrem suas dores e seus sentimentos visando a cura de suas feridas Este passo é muito importante, inclusive para poderem se relacionar de forma saudável com os filhos e com futuros parceiros. É necessário observar seu agir, estabelecer metas e padronizar condutas para que a cura da família ocorra. Crianças precisam de estabilidade e coerência no agir, para isto as regras da casa devem ser claras, ainda mais, quando se está diante de uma criança irritada, triste e confusa. 

Aqui estão algumas diretrizes que adotei para lidar com a raiva das crianças:
  • Ame seu filho sendo compreensível, mesmo que suas palavras sejam doídas.
  • Mesmo que estejas sem chão, confuso, arrasado, demonstre seu amor e tenha consciência de seu papel de pai/mãe (guia)! 
  • Transmita segurança e compaixão, porque seu filho também sente a dor que estás sentido. Converse, converse muito e converse mais. Saiba sobre o que o seu filho está sentido, sobre como está na escola... enfim se interesse pela vida de seu filho.
  • Tenha paciência de repetir mil vezes uma ordemExpliquei o que não é adequado e o que você não tolera e porquê.
  • Se estiver longe do seu filho encontre um meio de comunicação. Mantenha uma conexão mesmo à distância.
  • Mostre interesse na vida dele, pergunte o que eles estão fazendo e como eles estão se sentindo. Não permita que sua nova vidaseja motivo para um distanciamento.
  • Se a raiva continuaresteja disposto buscar ajuda/terapia, inclusive com seu filhoMostre para seu filho que ele é importante e que o relacionamento com ele é sua prioridade.
  • Seja adulto as coisas que seu filho diz não são uma ofensa pessoal. Tenha em mente que a raivaque ele sente é proveniente do medo de perder um pai/mâe. E com certeza é reflexo do ambiente no qual está inserido.
  • Se o seu filho tiver perguntas esteja disposto a ouvir e a responder. Você precisa estar disposto a ver o mundo da perspectiva dele.
  • Peça ajuda de seus familiares e amigos. Converse com eles sobre como se relacionar nesta situação com seus filhos.
  • Vá curar sua dor! Você pode se sentir rejeitado e magoado, mas é importante que você fique forte por causa de seu filho.
  • Não coloque novas relações acima do relacionamento com seu filho. Mesmo se você conhecer alguémdeixe claro e transparente para todos que seus filhos são sua prioridade.
Um grupo de apoio para os pais  pode ser a chave para a sobrevivência de seu relacionamento com seu filho. Falar e compartilhar ideias com os pais que estão enfrentando os mesmos problemas gerará novas opções e maneiras de lidar. Não reprima seus sentimentos não se recuse a falar sobre eles.

Estas páginas são elaboradas para ajudar a curar, superar e seguir em frente!
Caso precise entrar em contato: Martína Mädche
Advogada e Profissional de Ajuda.
Contato: martina.madche@gmail.com
Grupo de Apoio do face: Separei e Agora? 
Comunidade: Divórcio para Eles